sexta-feira, 26 de março de 2010

FOI O SENHOR QUEM TENTOU ACABAR COM ELE

26/03/2010 - 09h35

Falta "neurônio" ao ensino superior, diz FHC

Ana Okada
Em São Paulo


Para que haja uma reinvenção do atual ensino superior brasileiro, "falta neurônio", afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante palestra na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), ocorrida na quarta-feira (24). Para ele, as universidades devem ser as responsáveis por trazer novos modelos culturais de pensamento para a sociedade e, assim, gerar mudança e progresso no país.

"Se a universidade não for capaz de criar modelos de convivência eficientes, nós não vamos ter uma sociedade decente. E vamos ter uma economia horrorosa", disse o político e acadêmico que governou o Brasil entre 1995 e 2002.

FHC explica que a universidade no Brasil ainda tem dificuldades em participar ativamente das decisões e mudanças da sociedade. "A capacidade da universidade [brasileira] de dialogar e difundir valores é muito ruim. A produção acadêmica brasileira cresce muito, já estamos superando Espanha e Itália, mas em patentes a situação ainda é complicada", diz. Ele cita os Estados Unidos como um país em que a atuação dos acadêmicos é bastante valorizada.

Meritocracia

O ex-presidente aponta o incentivo pelo mérito como uma das ações para a melhoria da educação. Ele cita o sucesso do ensino na China e o salto econômico dado pelo país como exemplo: "A China virou uma escola [para o mundo], em que todo mundo tenta aprender".

Ele contrasta a escola chinesa e a brasileira: enquanto a primeira tem a família do aluno como ponto de apoio e o incentiva a ser o melhor; no ensino brasileiro, boa parte dos pais não têm como ser base dos estudantes, uma vez que eles não foram à escola.

Para FHC, o fato de ser recente é a razão para que sistemas de avaliação do ensino ainda sejam rejeitados pelos docentes: "Hoje se tem uma greve em São Paulo em parte contra isso. Até hoje não se aceita que haja incentivo pecuniário para quem for melhor", diz.

"Não acredito que a meritocracia possa substituir a democracia [na China], mas acho que é preciso prestar atenção, pois ela pode significar um grande desafio: além de ter uma força econômica, [o país] baseia suas grandes decisões num sistema de mérito", afirmou.

Gasto melhor

O ex-presidente também defende que o formato do ensino superior brasileiro e o prestígio dele na sociedade precisam ser revistos. "Nas universidades da Inglaterra e da França a situação econômica não é tão diversa daqui, o que é diferente é a posição na sociedade, o professor é valorizado", aponta.

"Se quisermos pensar estrategicamente, temos que ter um gasto melhor. Não é aumento de salário, mas um gasto para melhorar a cabeça das pessoas. É preciso olhar o qualitativo."

FONTE: educacao.uol.com.br

VIDA DE GADO, POVO MARCADO, POVO FELIZ

ATÉ PARECE QUE É SÓ NA REGIÃO CENTRO-SUL...
NA VERDADE EM TODO CEARÁ OS ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS SÃO TRATADOS COM GADO, ANDAM EM CARROCERIAS , EM ÔNIBUS CAINDO AOS PEDAÇOS, E QUANDO ACONTECE UM ACIDENTE TODO MUNDO DIZ QUE VAI INVESTIGAR.
LANÇO UM DESAFIO: PROCURA FILHO DE PREFEITO, DEPUTADO OU COISA PARECIDA INDO PRA ESCOLA NUM DESTES TRANSPORTES...DUVIDO.

CENTRO-SUL

Transporte escolar precário


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A TRANSPORTE ESCOLAR em Acopiara ainda é feito de forma irregular em camionetas pau-de-arara. Os alunos sentem dores nas costas e indisposição para os estudos
HONÓRIO BARBOSA

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26/3/2010

O problema de conduzir estudantes em veículos inapropriados continua sendo uma realidade no Interior

Acopiara. Na região Centro-Sul, o ano letivo chega ao segundo mês de aula e uma realidade que atinge a maioria dos alunos de escolas públicas permanece: a precariedade do transporte escolar. Só nesta cidade e em Icó são conduzidos diariamente 12 mil alunos. Em todo o Centro-Sul, são cerca de 30 mil alunos em caminhões pau-de-arara, por dia. A maioria utiliza camionetas e caminhões tipo pau-de-arara, que causam desconforto e insegurança.

A precariedade do transporte escolar atinge todos os municípios da região. Alunos sentados em tábuas de camionetas e caminhões trafegam nas ruas das cidades e em estradas de chão ou mesmo em rodovias asfaltadas. O risco é constante, apesar dos cuidados em colocar madeiras nas laterais. O desconforto é enorme. A coberta dos veículos evita a incidência direta do sol, mas não diminui o calor.

Quando os alunos chegam à escola depois de cerca de uma hora de viagem ou mais, estão cansados. "É ruim porque doem as costas", disse a aluna Eliana Moreira. Exaustos, o rendimento de aprendizagem cai. "O desconforto prejudica na atenção dos estudantes", observa a professora Francisca Souza.

As irmãs Lúcia e Cristiane Ferreira, que moram na localidade de Três Bodegas, em Icó, todos os dias fazem o percurso de casa para a escola, utilizando uma camioneta. "É muito ruim", disse Cristiane. "O melhor seria um ônibus". Crianças e adolescentes viajam juntas, dividindo o mesmo espaço. Os alunos concordam que o transporte ruim prejudica no aprendizado. "A gente chega cansado, com o corpo doído", disse o estudante Carlos Custódio. "É o jeito viajar no caminhão, mas os nossos pais ficam preocupados".

Os pais também ficam apreensivos quando os filhos saem para a escola. "É o jeito deixar, mas fico rezando para que não aconteça nada", disse a dona-de-casa, Josefa Lima, da localidade de Umari, zona rural de Acopiara. "Eu entrego nas mãos de Deus e peço cuidado".

Os secretários de Educação admitem a precariedade do sistema. "O nosso objetivo é mudar essa realidade", disse o secretário de Educação de Acopiara, Vicente Pereira de Araújo Júnior. "Não é fácil, mas estamos nos esforçando". "O sistema é ruim e traz desconforto para os alunos", admite o secretário de Educação de Icó, Getúlio Oliveira. "A má qualidade na condução dos estudantes pode dificultar a aprendizagem".

Para mudar essa realidade, Oliveira disse que a Secretaria vai elaborar um projeto de nucleação das escolas, isto é, construir unidades de ensino polos para que possam receber alunos de uma determinada região. Dessa forma, o deslocamento dos estudantes seria em percursos reduzidos.

Atualmente, alguns alunos percorrem estradas carroçáveis, ruins, em trechos de até 30km para chegar à escola. "Esses estudantes não podem apresentar bom rendimento", observa Oliveira. "Precisamos mudar essa realidade".

Segundo o secretário de Educação, a Prefeitura de Icó está investindo na aquisição de novos ônibus escolares. "Em breve, vamos receber quatro ônibus. Serão três doados pelo Ministério da Educação e um pelo Governo do Estado". A Prefeitura também vai adquirir um veículo novo, um ônibus apropriado para a condução dos alunos. Os secretários esclarecem que não dá para renovar a frota em curto prazo, pois a maioria dos veículos é alugada e pertence a particulares. "Aos poucos, vamos exigir a contratação de ônibus", anunciou Oliveira.

A rede municipal de Icó tem cerca de 17 mil alunos matriculados no Ensino Fundamental e 50% utilizam o transporte escolar. É responsabilidade também do município o transporte dos estudantes do Ensino Médio, pois há uma parceria com o Estado, por meio da Secretaria de Educação Básica (Seduc).

Em Acopiara, são utilizados 122 veículos no transporte de quatro mil alunos. Há, apenas, quatro topiques e seis ônibus. O restante, ou seja, a maioria utiliza caminhões pau-de-arara. Vicente Júnior disse que a Prefeitura já encaminhou um projeto para liberação de financiamento com recursos do FNDE por meio do Programa Caminho da Escola, do Ministério da Educação, visando à aquisição de seis ônibus. "O Governo do Estado dará uma contrapartida da mesma quantidade de veículos. Estamos aguardando a liberação dos recursos".

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Educação de Icó: (88) 3561. 1508
Secretaria de Educação de Acopiara
(88) 3565. 1956


Honório Barbosa
Repórter

quinta-feira, 25 de março de 2010

EM EDUCAÇÃO : COMPROMISSO É A PALAVRA MÁGICA



Menos metas, mais compromisso
Às vésperas da realização da Conferência Nacional de Educação 2010, protagonistas concordam: é preciso fechar um documento com propostas que possam ser efetivamente cumpridas
Carmem Guerreiro



De 28 de março a 1º de abril, estudantes, profissionais e dirigentes da Educação de todo o país se reunirão em Brasília na Conferência Nacional de Educação (Conae). Com o objetivo de construir um "Sistema Nacional Articulado de Educação", a Conae será palco de discussões que deverão pautar e dar diretrizes para a elaboração do próximo Plano Nacional de Educação (PNE), que vigorará de 2011 a 2020.

Em outras palavras, a trilha pela qual a educação brasileira deve avançar na próxima década será rascunhada na Conae, com a participação articulada da sociedade civil e dos setores público e privado. "Esta Conae será a primeira conferência com essa concepção de englobar todos os níveis de ensino e com a participação democrática de todos os segmentos da sociedade, apesar de ser um debate convocado pelo poder público. Não é uma conferência do MEC, é da sociedade", observa Francisco das Chagas, coordenador da comissão organizadora da Conae e secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, responsável pelo evento.

As expectativas para a conferência são numerosas, já que diversos outros seminários preparatórios foram realizados ao longo dos últimos anos, nos níveis municipal, estadual e federal - a exemplo da Conferência Nacional da Educação Básica (Coneb) de 2008. "Será um momento de maior aprofundamento e amadurecimento do debate e definição das propostas a serem apresentadas para a sociedade brasileira", analisa Milca Severino Pereira, secretária da Educação de Goiás e representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) na comissão da Conae.

Com tantas forças políticas
atuando simultaneamente na construção do novo PNE, quais temas merecerão mais atenção na Conae e na agenda da educação de 2010? A principal preocupação parece ser a de não repetir os mesmos equívocos do último Plano, que deixou lacunas e objetivos não cumpridos. Segundo Mozart Ramos, presidente-executivo do movimento Todos pela Educação, o novo documento deverá ser mais focado. "Os seis eixos temáticos que compõem e organizam a Conae precisam ser traduzidos no PNE para não chegarmos à versão final com 295 metas como no atual Plano. Nem temos indicadores para quantificar tudo isso. É fundamental sair com um espectro amplo de discussão, mas foco em algumas metas para acompanhamento da sociedade civil", afirma.

Os eixos temáticos das discussões serão os seguintes: Papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional; Qualidade da educação, gestão democrática e avaliação; Democratização do acesso, permanência e sucesso escolar; Formação e valorização dos profissionais da educação, Financiamento da educação e controle social; Justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade.

O próximo Plano
Elaborar um novo PNE que possa ser acompanhado e de fato colocado em prática está no topo da lista de prioridades das instituições entrevistadas. No caso da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, esse é o principal foco dos esforços da organização em 2010.

"Esperamos influenciar o PNE em diversos aspectos, especialmente reforçar o conceito do Custo Aluno-Qualidade (CAQ), um instrumento jurídico-financeiro que determina quanto precisa ser investido por estudante. Nosso cálculo é de que são necessários mais R$ 29 bilhões anuais. Como a Conae vai gerar um documento para oferecer diretrizes ao novo Plano, a ideia é aprovar o CAQ durante a conferência", explica Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha.

Para o cumprimento do PNE, a entidade pedirá uma nova forma de avaliação. "O Plano atual encerrará 2010 com um grande déficit de metas, por isso queremos exigir que os governos façam uma avaliação para que as metas produzidas sejam de fato cumpridas. Como o Plano vai ser gestado na Conae, será mais difícil esvaziá-lo porque terá legitimidade social."

Apesar de o documento final da conferência servir de principal diretriz para a construção do PNE, as deliberações do evento precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para constar no Plano. Pensando nisso, a Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados será parte ativa na Conae, e levará ao encontro o resultado de uma série de seminários realizados em 2009. "Entregamos à Conae toda essa escuta que fizemos da sociedade brasileira. Agora estamos com a expectativa de que nos devolvam isso de forma elaborada para transformarmos em lei", diz a deputada Maria do Rosário (PT-RS), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados (CEC). "Quando a Conae encaminhar suas resoluções, encontrará na CEC um espírito de guardiã. Queremos que esses assuntos sejam valorizados e acompanhados pelos parlamentares."

Agenda nacional
Outro objetivo da CEC é cuidar para que os principais temas da educação não escapem dos planos de governo dos presidenciáveis. Enquanto a Comissão se esforça para isso, os grupos Todos pela Educação e Campanha Nacional pelo Direito à Educação trabalham para ter "a certeza de que a agenda da conferência e o que for decidido terá continuidade independentemente do presidente eleito", como explica Daniel Cara. Ramos, do Todos pela Educação, completa: a ideia é que as bandeiras do PNE sejam políticas de Estado e não de governo.

Segundo Francisco das Chagas, se depender do MEC, as ações da pasta em 2010 seguirão o trajeto já traçado, dando continuidade ao Plano de Desenvolvimento da Educação. Em 2011, com o novo governo, não é possível prever quais serão as prioridades.

Uma delas, no entanto, figura para as instituições de educação como urgente: a questão do financiamento. Além da proposta da Campanha Nacional pelo Direito à Educação de estabelecer o Custo Aluno-Qualidade, cujos cálculos determinam que o setor precisa de um acréscimo anual de pelo menos R$ 29 bilhões, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) advoga uma elevação em relação ao PIB. "Historicamente, defendemos que o país invista 10% do PIB em educação, mas nos últimos debates não foi possível consolidar esse percentual, vetado nos governos FHC e Lula. Esperamos que isso seja realizado no novo PNE", afirma Heleno Araújo, diretor de políticas educacionais da CNTE e membro da comissão da Conae. Iria Brzezinski, presidente da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), observa que as prioridades da educação apontadas para o novo Plano só serão tangíveis se houver financiamento compatível. "Espera-se também que os educadores reunidos na Conae tracem metas realistas para o Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos, com garantia de recursos financeiros para sua verdadeira operacionalização", alerta.

A pressão política na conferência vai puxar a corda também para consolidar a Lei n° 11.738, a famosa lei do piso. Apesar de sancionada em 2008, ainda não é uma realidade generalizada. Grupos como a CEC e o CNTE devem insistir na questão na Conae e também ao longo de 2010. "Dia 16 de março teremos um dia nacional de mobilização pela implementação integral da lei do piso, com a paralisação das redes para forçar governos a acatar a decisão", avisa Araújo, do CNTE.


(Carmen Guerreiro)

FONTE: revistaeducacao.uol.com.br/textos

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

NÃO TEM SEGREDO, QUANDO VOCÊ TEM OBJETIVOS NA VIDA E FAZ POR ONDE CONSEGI-LOS O RESULTADO É ESTE.
É A PROVA DE QUE EDUCAÇÃO FAZ TODA A DIFERENÇA.

Filho de catador de garrafas ganha bolsa de mestrado nos EUA e luta para seguir estudos

Simone Harnik
Em São Paulo

Depois de se formar em administração em Belo Horizonte, Bruno Lucio Santos Vieira, 22, ingressou no mestrado em relações internacionais na Ohio University, nos Estados Unidos. Hoje, no curso, o estudante dedica seu tempo a disciplinas como história econômica norte-americana e mercados financeiros.

A biografia resumida acima pode parecer com a de algum brasileiro bem-nascido e cheio de oportunidades. No caso de Bruno, no entanto, cada passo tem sido uma batalha: filho do aposentado Henrique Barbosa Vieira, 68, e da dona de casa Neide Lúcia Santos Vieira, 56, o rapaz concluiu a educação básica toda em escola pública, fez a graduação pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) no Centro Universitário Una e ganhou, pelo bom desempenho, desconto para a pós-graduação.

Arquivo Pessoal
Bruno Lucio Santos Vieira, 22, apresenta sua pesquisa sobre mercado financeiro e os impactos na economia, um dos temas que mais gosta de estudar (Foto: Arquivo Pessoal)

No entanto, há um semestre na terra de Obama, e ainda que tenha a bolsa de estudos, os custos de vida têm comprometido o futuro acadêmico do jovem. A cada mês, ele fica mais 600 dólares no vermelho – o que corresponde a aproximadamente R$ 1.100. "Quando vim, não ficou claro que haveria tantos gastos, e eles comprometeram o orçamento", conta.

E a família não tem como ajudar. "Meu marido ganha um salário e meio. Acabou de passar por um câncer de próstata. Para complementar a renda, ele recolhe garrafas, e eu lavo para vendermos", diz Dona Neide, que se esforça para segurar a saudade e as lágrimas sempre que fala com o filho. "Ele é o meu caçula e toda a vida foi exemplar. Muito carinhoso. Mas estou muito triste com as dificuldades que ele está passando."

Arquivo Pessoal
Depois de se formar na faculdade pelo Prouni, o jovem seguiu para mestrado no exterior (Foto: Arquivo Pessoal)

Ajuda dos novos amigos
Mesmo trabalhando para a faculdade – dentro dos limites da lei – tem sido bem difícil bater a quantia necessária a cada mês, diz o jovem. E as economias que fez enquanto trabalhava no Brasil já se foram.

A sobrevivência tem dependido da boa vontade dos novos amigos nos EUA. Dois ucranianos e um espanhol têm financiado o aluguel e a comida para Bruno e sua mulher, Poliana. O casal ainda consegue almoçar de graça duas vezes por semana em igrejas da cidade.

O casamento, que não completou um ano terá de resistir à distância. Com a falta de dinheiro, Poliana já está de malas prontas para retornar ao país.

Nem luxo nem lixo
O mobiliário da casa que Bruno divide com os europeus recebeu vastas contribuições do desperdício ou do desapego da comunidade de Ohio. "Quando alguém nos pergunta onde compramos armário, mesas, cadeiras, sofá, sempre brinco que foi no 'Trash.com' [em inglês, "trash" quer dizer lixo]. Achamos também panela, pratos, copos, talheres", relata Bruno, que chegou a receber até doações de comida.

Primeiro da turma
Durante a faculdade, a performance do jovem foi alvo de elogios dos docentes. Segundo a coordenadora do curso de administração do Una, Christiana Metzker Netto, ele "tem muito potencial".

"Bruno teve 94 pontos [em cem] de média geral. Tirou de letra a faculdade e foi um aluno exemplar. No trabalho final, tirou 99 pontos – e as médias costumam ser bem mais baixas", revela. "O curso também pede 60 horas de atividades complementares, que os alunos demoram a cumprir. Bruno fez 255 horas".

O empenho rendeu troféu de melhor aluno do curso, mas não foi suficiente para garantir a estadia no mestrado. E o rapaz tem recorrido ao seu passado acadêmico para buscar auxílio – concorre a novas bolsas, ainda sem certezas.

O mais jovem de cinco irmãos, primeiro a se formar na faculdade e a ir ao exterior, é admirado pela família e espera voltar com o mestrado concluído. "Todo herói tem de ter um pouco de louco, tem de arriscar. Pensei que essa podia ser a minha única chance de continuar estudando", diz.

FONTE: educacao.uol.com.br

quarta-feira, 24 de março de 2010

ENEM EM NOVEMBRO


MEC estuda fazer Enem 2010 em 6 e 7 de novembro

Prova aconteceria logo após o segundo turno das eleições.
Inscrições, segundo presidente da Andifes, devem começar no meio do ano.

Do G1, em Brasília


  • O Ministério da Educação (MEC) estuda fazer a próxima prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano nos dias 6 e 7 de novembro, logo após o segundo turno das eleições. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (24) pela Agência Brasil, mas a assessoria do órgão não confirma oficialmente a possível data.


Na terça-feira (23), o ministro Fernando Haddad discutiu um possível calendário com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Segundo o presidente da associação, Alan Barbieiro, as inscrições para a prova devem começar em junho ou julho, e o processo deve estar concluído até janeiro de 2011.

Também na terça, a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, anunciou que o MEC deve realizar uma nova etapa do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) no início de junho. O sistema vai trazer pelo menos uma mudança: o aluno deve ter somente uma chance de escolher os cursos de preferência, e não três, como na etapa do começo deste ano.


Segundo Maria Paula, ao final dessa seleção única, será gerada uma grande lista e, com base nela, devem ser feitas sucessivas chamadas, até que as vagas estejam preenchidas. Ainda não está definido, mas o ministério discute quantas opções de curso o estudante poderá fazer nesta seleção e qual o critério de hierarquia que será utilizado.

As instituições federais poderão aderir ao sistema a partir do final de abril. Devem participar, entre as 51 instituições que já fazem parte do SiSU, as que têm processo seletivo de meio de ano. A secretária não descartou, no entanto, que outras universidades participem desta etapa.

POLÍCIA FECHA FACULDADE ILEGAL NO CEARÁ

Polícia fecha faculdade por ilegalidade

Faculdade Leonardo da Vinci que funcionava irregularmente no município do Cedro foi fechada pela polícia. O professor Reginaldo Caetano de Souza, 32, que se identificou como coordenador da instituição, está preso

Rita Célia Faheina

Prédio em que alunos assistiam aulas da Unisselvi ocupado apenas  pela falta de informações sobre o caso (Foto: FCO FONTENELE)
Uma suposta faculdade que funcionava em escola municipal no município do Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, foi fechada pela Polícia Civil. Denominada de Faculdade Leonardo da Vinci (Unisselvi), a instituição mantinha cursos de Serviço Social e Pedagogia funcionando na sede da Escola de Ensino Fundamental Francisca de Jesus Cavalcante e, só do curso de Serviço Social, frequentavam 25 alunos cada um pagando uma mensalidade de R$ 200, segundo o inspetor de polícia, Jéferson Tiago da Silva Vítor.

Conforme ele, a operação chamada de ``Faculdade Pirata``, resultou também na prisão do professor Reginaldo Caetano de Souza, 32, que se encontro no presídio do Cedro. Ele se identificou como coordenador da Unisselvi.

Segundo o delegado Adriano Félix, titular da Delegacia Regional de Icó, responsável pela operação, a suposta faculdade funcionava a mais de um ano e cobrava dos alunos, R$ 200 por mês. Quatro pessoas já prestaram depoimentos na delegacia, entre elas, Mônica Silva, 23. Uma funcionária da escola que se identificou como Lucimar, disse que está cursando Pedagogia desde maio do ano passado com aulas só nos fins de semana.

Ela disse não saber ainda como vai ficar a situação do curso. Os estudantes da turma de Serviço Social tinham aulas diariamente à noite, segundo informou a diretora da escola, Maria Gonçalves de Oliveira. Ela confirma o funcionamento dos cursos irregulares há mais de um ano, mas disse que o prédio foi cedido para a Unisselvi pela secretaria de Educação da administração municipal anterior. ``Sou responsável pela escola. Não sei informar sobre a faculdade``. O POVO não conseguiu falar, ontem, com funcionários da secretária da educação da administração passada.

Suspeita
A suspeita de que se tratava de uma faculdade falsa, segundo o inspetor Jéferson Tiago, surgiu quando alunos e o delegado Adriano Félix entraram em contato com a verdadeira Faculdade Leonardo da Vinci com sede em Indaial, Santa Catarina, e obtiveram a informação de que inexistiam cursos funcionando no Interior do Ceará. ``O recibo que ele (o coordenador Reginaldo Caetano) entregava aos alunos não tinha qualquer carimbo que identificasse a Unisselvi e o contrato era muito mal feito``, completa o inspetor Jéferson.

O diretor do presídio do Cedro, Gildásio Oliveira Pinheiro informou ontem que o professor Reginaldo Caetano de Souza está detido aguardando que o inquérito policial seja concluído e enviado para o juiz Cristiano Rabelo Leitão. A funcionária do Fórum do Cedro, Maria do Socorro, confirmou que o juiz aguarda o inquérito policial. Ela disse ainda que o advogado do professor, Amarílio Sampaio, fez o pedido de relaxamento da sua prisão. Em poder do suposto coordenador da Unisselvi, foram apreendidos, segundo os policiais civis, um computador, apostilas e contratos fraudulentos.


E-Mais

> O professor pode responder pelo Artigo 171 do Código Penal Brasileiro - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

> Há informações da Polícia de que o professor Reginaldo Caetano de Souza, que se diz coordenador da Unisselvi no Ceará, mantinha cursos também nas cidades de Várzea Alegre e Lavras da Mangabeira, na Região do Cariri.

> Ainda segundo os policiais da Delegacia Distrital de Icó, Reginaldo Caetano pretendia abrir um curso de Técnico em Enfermagem no município de Cedro.

> A escola de Ensino Fundamental Francisca de Jesus Cavalcante funciona no antigo prédio do Senai (Serviço Nacional da Indústria), área central do Cedro, no dois turnos (manhã e tarde) com aulas para alunos de primeiro ao nono ano. A Unisselvi tinha aulas noturnas e aos fins de semana no local.
fonte: http://educacao.uol.com.br/

REFORÇO ESCOLAR EM VOTAÇÃO

Comissão deve votar projeto que institui Programa Nacional de Reforço Escolar

Da Agência Brasil
Em Brasília

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pode votar hoje (24) projeto que autoriza a União a criar um programa nacional de reforço escolar na educação básica pública. É o Passebem (Programa Nacional de Apoio ao Sucesso Escolar na Educação Básica Pública), cuja votação está prevista para as 10h no Plenário 10.

Outro projeto que consta na pauta da comissão estabelece que os profissionais da educação básica terão vencimento inicial igual ou superior ao Piso Salarial Profissional Nacional, e a cada sete anos de trabalho a licença das atividades normais, com duração mínima de um ano. Outro item da pauta cria a Política Nacional do Livro.

quinta-feira, 18 de março de 2010

EDUCAÇÃO: CONTINUAMOS ENGATINHANDO...


É preciso investir mais para melhorar a Educação

Posição constrangedora do Brasil no ranking de Desenvolvimento da Educação evidencia uma questão inevitável: um maior investimento é necessário para melhorar a aprendizagem

Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br)

Montagem: Mariana Coan  sobre foto Age Fotostock/Keystock
APRENDER TEM PREÇO Notas boas exigem docentes preparados e estrutura adequada.
Montagem: Mariana Coan sobre foto Age Fotostock/Keystock

O resultado foi mais um balde de água fria para quem trabalha com Educação. Em janeiro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou o índice de desenvolvimento da Educação de 128 países. O Brasil aparece na incômoda 88ª posição, perto de Honduras (87ª), Equador (81ª) e Bolívia (79ª) - e longe dos nossos vizinhos Argentina (38ª), Uruguai (39ª) e Chile (51ª). Para chegar a esse resultado, a Unesco usou quatro indicadores. Em "atendimento universal", "taxa de analfabetismo" e "igualdade de acesso à escola entre meninos e meninas", até que estamos bem. Porém a chamada "taxa de sobrevivência" (alunos que ingressam no 1º ano e chegam ao 5º no prazo previsto) derruba o Brasil no ranking. A óbvia conclusão, confirmada por todos os testes de avaliação, é que o ensino brasileiro está longe de garantir a aprendizagem de todos os estudantes.

Alcançar a qualidade não é uma tarefa fácil. Requer tempo e ações integradas, da formação de professores à infraestrutura, da questão salarial à gestão escolar. E a nota boa não vem de graça: exige investimento - em uma quantidade bem maior que a atual. Não há país que tenha conseguido um salto sem seguir essa receita. O exemplo recorrente é o da Coreia do Sul. Para superar a desolação pós-Guerra da Coreia (1950-1953), o governo dedicou 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à Educação... por uma década.

Por lá, a virada começou antes, com uma lei que concentrou os investimentos nos seis primeiros anos de escolarização, tornados obrigatórios e gratuitos a partir de 1949. Por aqui, a solução clássica para garantir mais recursos tem sido definir, também pela legislação, um valor mínimo. No início, até que funcionou. Estipulada pela primeira vez na Constituição de 1934, essa exigência ajudou a assegurar um bom padrão de ensino na rede pública até os anos 1960. Mas, naquela época, a escola era para poucos: apenas 60% das crianças e dos jovens de 7 a 14 anos, segundo dados do Censo de 1970. Só em 1971 o Brasil regulamentou (novamente, por força de lei) o ensino obrigatório de oito anos para toda a população - algo que demorou mais de duas décadas para se tornar realidade. Entre outras coisas porque quatro anos antes o governo militar havia derrubado a exigência do investimento mínimo. Em 1965, quando a regra ainda estava em vigor e havia menos gente estudando, as despesas da União com a Educação eram da ordem de 10% do gasto total do governo. Dez anos depois, com mais gente nas salas de aula, o valor tinha caído para 5%. Os efeitos desse processo afetam o dia a dia dos educadores até hoje: escolas sucateadas, turnos de aula multiplicados, salários baixos e fuga da classe média da escola pública.

Restaurada em 1983, a vinculação de recursos assumiu o "jeitão" atual com a Constituição de 1988. Nela, está escrito que estados e municípios devem investir em Educação pelo menos 25% dos impostos arrecadados - para a União, o número é 18%. Em 2007, último ano com dados já consolidados, isso representou 3,9% do PIB, faixa semelhante à que é investida, em média, pelos membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as 30 nações mais desenvolvidas do mundo. Só que eles têm sistemas de ensino que funcionam muito melhor do que o nosso há muito mais tempo (Dinamarca e Suécia, por exemplo, conseguiram universalizar os anos iniciais do Ensino Fundamental ainda no século 19). Por aqui, ainda temos de recuperar o tempo perdido e resolver problemas como o analfabetismo - que afeta 15 milhões de brasileiros. Além disso, porque temos muito mais estudantes, tanto em números absolutos (são 52 milhões só na Educação Básica) como em termos proporcionais (27% da nossa população está em idade escolar, contra 19% na média dos países da OCDE). Daí a diferença gritante no gasto por aluno (como se pode ver no gráfico abaixo).

Diante disso, o que deveríamos fazer? A mesma Unesco que criou o índice de desenvolvimento da Educação considera desejável investir 6% do PIB. Já para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que reúne diversas organizações da sociedade civil, é necessário chegar a 8% do PIB. A proposta prevê ainda uma lógica diferente no aporte de recursos: em vez de dividir o orçamento disponível pelo total de alunos atendidos (valor que depende da arrecadação de impostos e, portanto, varia ano a ano), definir os recursos indispensáveis para garantir o sucesso escolar (uma referência estável que inclui o pagamento dos docentes, obras nas escolas etc.).


Evolução do gasto por aluno*
Apesar do aumento recente, ainda estamos atrás de vizinhos como o Chile e muito distantes de Finlândia e Coreia do Sul, campeões dos exames.

Ilustração: Mariana Coan
*Em dólares PPP (poder de paridade de compra), fator de conversão que leva em conta o poder de compra da moeda em cada país e não apenas a taxa de câmbio entre as diferentes moedas. Fonte Education at a Glance (edições de 2001 a 2009). Ilustração: Mariana Coan

Queda de matrículas e novos recursos são oportunidades

Essa proposta talvez esteja mais perto de se tornar realidade do que muitos imaginam. De um lado, há a perspectiva de queda no crescimento populacional: a previsão é de que o total de matrículas na Educação Básica caia 30% até 2040, o que permite aumentar progressivamente o gasto por estudante. Além disso, deve acabar em 2011 a chamada Desvinculação de Recursos da União (DRU), que permite ao governo federal retirar 20% da verba e alocá-la em outras áreas. Sem falar nas perspectivas que podem se abrir graças ao petróleo. Só o chamado Fundo Social do Pré-Sal, criado para financiar projetos com parte dos lucros dessa nova forma de exploração do óleo, pode corresponder a 0,5% do PIB. Lutar por uma (gorda) fatia desse dinheiro para a Educação é fundamental.

Acima de tudo, é preciso levar em conta que não teremos um ensino de qualidade sem uma mudança de pensamento político. Ter a Educação como prioridade, como propagam todos os candidatos, significa ampliar o investimento de forma contínua e a longo prazo. Afinal, manter uma boa escola em funcionamento durante 12 meses custa quase o mesmo que erguer outra do zero - com a "desvantagem" de que não há uma nova obra para inaugurar. Investir em Educação custa caro e o retorno é demorado. Mas é, sim, um grande negócio.

terça-feira, 16 de março de 2010

PISO NACIONAL DOS PROFESSORES ( É PEIA NO PROFESSOR)

Plano de Cargos, Carreiras e Salários de professores sem mudança

Pesquisa revela que Ceará e mais 5 estados pagam salário inferior ao piso

Para o deputado estadual, Artur Bruno, o salário pago aos professores no Ceará tem um valor irrisório. A expectativa, segundo o deputado, é de que o governo envie uma revisão do Plano de Cargos e Carreiras que possa garantir melhores remuneração e condições de trabalho para os professores.

Artur Bruno defende que o estado faça a duplicação do salário da categoria, de forma gradual, em 3 ou 4 anos.

GUERRA DE TRÓIA ( BELISSÍMA )

Guerra de Troia

Seria o cavalo de Troia apenas uma lenda?

Túlio Vilela*

Divulgação

Cartaz do filme Tróia, com Brad Pitt no papel de Aquiles

Atualizado em 26/2/10, às 20h10

O cavalo de Troia é certamente a imagem mais conhecida da guerra entre gregos e troianos. Durante a guerra entre esses povos, o herói grego Odisseu, também conhecido como Ulisses, bolou um plano para os soldados gregos conseguirem entrar na cidade de Troia: a construção de um gigantesco cavalo oco de madeira que foi abandonado a poucos metros dos portões de Troia.

Os troianos encontraram o cavalo, que seria uma suposta oferenda a Posêidon, o deus dos mares, e pensaram que os gregos haviam desistido de invadir a cidade e ido embora. Assim, levaram o cavalo para dentro da cidade e comemoraram a suposta vitória até altas horas. O que eles não sabiam é que os soldados gregos estavam escondidos dentro do cavalo de madeira.

Durante a madrugada, enquanto os troianos dormiam, os soldados gregos saíram de dentro do cavalo e abriram os portões para o resto do exército grego que estava do lado de fora. O plano de Odisseu foi um sucesso: os gregos conseguiram entrar em Troia e venceram a guerra.

Presente de grego

Daí nasceu a expressão "presente de grego", que é usada para se referir a um presente dado com más intenções ou que, ao invés de nos deixar felizes, causa frustração. Nos dias de hoje, "cavalo de Troia" (ou trojan,, em inglês) também é o nome de certos vírus de computador que, escondidos em e-mails e sites acessados pelos internautas, conseguem invadir o computador, causando prejuízos.

O episódio do cavalo de Troia foi reproduzido em diversos livros e filmes, dentre os quais, "Troia", a superprodução de Hollywood estrelada por Brad Pitt, no papel do guerreiro grego Aquiles, e Eric Bana, no papel do herói troiano Heitor. No entanto, do ponto de vista dos historiadores, esse episódio é também um dos mais duvidosos. Em primeiro lugar, porque a guerra de Troia é um tema polêmico entre os historiadores, pois alguns até duvidam que essa guerra tenha mesmo acontecido, não passando, na visão deles, de pura lenda.

Evidências da guerra de Troia?

Se a guerra de Troia aconteceu mesmo, o tal cavalo de madeira não teria deixado vestígios, pois teria sido destruído pelo fogo quando os gregos atacaram a cidade. Por último, mas não menos importante: ao contrário do que muita gente pensa, o episódio do cavalo de Troia não é narrado no texto original de a "Ilíada", o famoso poema atribuído a Homero.

O nome do poema veio de Ílion, como Troia era chamada pelos gregos. A "Ilíada" é o texto mais antigo que fala da guerra de Troia, mas não é o único. Entre as outras obras produzidas na Antigüidade que também falam da guerra, podemos destacar "As Troianas", peça escrita pelo grego Eurípides (480-406 a.C.); a "Odisseia", também atribuída a Homero, e a "Eneida", poema do poeta romano Virgílio (70-19 a.C.) que conta a história do herói troiano Enéias e mostra os troianos como fundadores de Roma. Nestes dois últimos textos é que o famoso cavalo é citado.

A imaginação dos poetas

Se apenas a veracidade do episódio do cavalo de madeira fosse duvidosa, as polêmicas em relação ao conflito entre gregos e troianos não passariam desse ponto. Na verdade, a guerra de Troia é um dos assuntos que mais gera discussões entre os estudiosos e a maioria delas envolve questões muito mais complexas. Talvez, a maior delas seja saber se a guerra de Troia aconteceu mesmo ou se tudo não passa de produto da imaginação de poetas gregos.

Isso mesmo: "poetas", no plural. Embora a autoria de a "Ilíada" tenha sido atribuída a Homero, a maioria dos estudiosos acredita que, pela própria extensão da obra, o mais provável é que ela seja a compilação de narrativas orais que foram contadas de geração para geração séculos antes de o poema ser escrito.

Além disso, a própria existência de Homero é contestada. O poema seria obra de um poeta anônimo, que, por sua vez, inspirou-se nas narrativas orais de poetas anteriores. Seja como for, nada disso tira a importância que a obra tem para a história da literatura no Ocidente.

Heinrich Schliemann

Durante séculos, a história da guerra de Troia foi considerada apenas uma lenda. Isso mudou quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann (1822-1890), um rico ex-comerciante de tecidos, que decidiu dedicar os últimos 20 anos de sua vida à busca pelas ruínas da lendária cidade de Troia. Ele acabou encontrando as ruínas de uma antiga cidade em Hissarlik, localidade da atual Turquia, próxima ao mar Egeu.


reprodução
Heirich Schliemann


As escavações acabaram revelando que o local foi ocupado em diferentes períodos, em cada um desses períodos uma cidade foi construída e destruída, no período seguinte, uma nova cidade era construída. Daí a cidade mais antiga ser chamada pelos arqueólogos de Troia 1, a segunda de Troia 2 e assim sucessivamente.

As Oito Troias

Ao todo, foram encontradas as ruínas de oito períodos diferentes: os primeiros cinco períodos são da Idade do Bronze (por volta de 3000 a 2000 a.C.), sendo que a chamada Troia 5 foi destruída, ao que tudo indica, por um terremoto. Troia 6 teve uma curta existência, tendo sido destruída por um incêndio. Há indícios de que esse incêndio não tenha sido acidental, mas causado intencionalmente por invasores. A data de sua destruição foi por volta de 1000 a.C., o que sugere que seja a Troia descrita em a "Ilíada".

Hoje os estudiosos dividem-se em dois grupos: de um lado aqueles que acreditam que as ruínas encontradas na Turquia sejam mesmo de Tróia, do outro, aqueles que a consideram uma lenda e que, portanto, deveria ser banida dos livros de História. Seja como for, os gregos antigos acreditavam que a guerra de Troia tinha acontecido mesmo e tal como narrada em a "Ilíada".

O valor histórico das lendas

Por isso, mesmo que a história dessa guerra não passe de lenda, o poema ainda possui valor para os historiadores, pois, saber em que determinado povo acreditava também é importante quando estudamos o passado. Exemplo disso são os deuses que aparecem no poema e tomam partido na guerra. Afinal, os deuses são criados à imagem e semelhança dos povos que os veneram.

Também ficamos sabendo por meio dos heróis que aparecem no poema, quais eram os valores mais admirados pelos gregos. Podemos concluir, por exemplo, que os gregos valorizavam a astúcia no combate e o elemento surpresa como estratégia de batalha. Vale notar que em a "Ilíada", a guerra não é mostrada como uma luta entre o bem e o mal.

Cada um dos lados da guerra tem seus próprios heróis, embora apenas um deles saia vitorioso: Heitor, o herói troiano é morto durante um duelo com Aquiles, o guerreiro grego. Talvez, essa seja uma das razões de porque a narrativa encanta gerações: virtudes e defeitos podem ser encontrados em todas os personagens, o que os torna mais humanos, e a derrota ou a vitória é muito mais questão de sorte ou de habilidade do que de virtude.

*Túlio Vilela, formado em história pela USP, é professor da rede pública do Estado de São Paulo e um dos autores de "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula" (Editora Contexto).

MAIS SOBRE O ENEM

Educação

Formação do professor é o primeiro passo

Especialistas em educação analisam o Enem, que, a partir de agora, é a fase única do processo seletivo da UFC. Eles reforçam a reformulação de conteúdos e abordagem nas escolas e defendem a formação para os professores

Daniela Nogueira
danielanogueira@opovo.com.br

16 Mar 2010 - 00h30min

Professor Wagner Bandeira Andriola diz que o Enem vai atender à  demanda do novo profissional que o mercado exige(Foto: EDIMAR SOARES)

Depois de o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ter sido adotado como processo seletivo da Universidade Federal do Ceará (UFC), especialistas da área de educação analisam a escolha e o exame. Para eles, é certo que é necessário um novo tipo de avaliação e um novo perfil de profissional no mercado.

Para a professora Eloísa Vidal, doutora em Educação, o exame continuará expondo as diferenças entre a educação pública e a particular. ``Há um grande déficit de aprendizagem na rede pública, em termos de leitura, interpretação e escrita e raciocínio lógico-matemático. As escolas privadas vêm se preparando há algum tempo. Esse gap continua bastante expressivo``, analisa Eloísa, professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e ex-secretária-adjunta da Secretaria da Educação do Estado.

Eloísa sugere que as escolas revejam seus modelos de avaliação e se preparem para o novo tipo de prova. Ela admite que a formação de professores da rede pública também é fundamental e lembra que alguns assuntos cobrados pelo Enem, como a intertextualidade, já eram eixos orientadores dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). A professora diz acreditar que o estudo de assuntos regionais continuará, já que faz parte do projeto pedagógico da escola. O que deve mudar é a ênfase que será dada ao assunto.

Ensino das ciências
Segundo Wagner Bandeira Andriola, doutor em educação, a adoção do Enem pela UFC vai ao encontro do novo perfil de profissional que o mercado exige. O vestibular tradicional data da década de 1960. ``A sociedade já almeja outro tipo de profissional, não o que conheça, mas o que saiba utilizar seu conhecimento``, conclui. Ele considera que as escolas precisam repensar seus conteúdos curriculares e os gestores devem mudar as políticas de formação da equipe.

Wagner Andriola critica que o ensino atual precisa ser mais focalizado nas ciências, que, para ele, é um aspecto que foi sendo esquecido. ``O que se quer é um universitário que saiba pensar. Precisamos ter a física experimental, o laboratório de química, de biologia. Hoje em dia, temos muita ideologia e pouca ciência``, resume ele, que faz parte do Núcleo de Avaliação Educacional (Nave) da Faculdade de Educação da UFC. De acordo com o professor, falta aquele ``olhar de cientista`` entre os atuais alunos do ensino médio.

O professor cita que não teme que a maioria das vagas da UFC seja ocupada por estudantes de outros lugares do País. ``Estamos em uma federação. A universidade federal está no Ceará, mas não é só para os cearenses``, destaca. Além disso, Wagner afirma que o cearense não deve se preocupar com as vagas da UFC, já que, em geral, obtêm resultados bons em exames em todo o Brasil.

SAIBA MAIS

>O professor Humberto Mendes, diretor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Adauto Bezerra, diz que, no último vestibular da UFC, foram aprovados 26 alunos da instituição. Um recorde para a escola que, no ano anterior, havia aprovado 17 e, antes, 12. ``Eu acredito que vai aumentar o número de aprovados, mas pode ter muita aprovação em outros estados``, comenta o professor.

> Professores das escolas particulares, em geral, têm aprovado a adoção do Enem como fase única da UFC. ``É um divisor de água da educação. O aluno vai estudar o que é importante para a vida dele``, analisa Sílvio Mota, supervisor-geral do colégio 7 de Setembro.

> Para o professor Jorge Cruz, diretor da sede Pré-vestibular Central do Farias Brito, a maior preocupação é quanto à segurança na aplicação das provas do Enem, por causa do vazamento da prova em 2009.

> O supervisor pedagógico do Ari de Sá, Ademar Celedônio, avalia que a nova metodologia de ensino vai ajudar: ``Estou otimista. Vai ser muito bom para a educação brasileira. A longo prazo, vai ser melhor, porque teremos uma ideia de formação muito mais completa. É uma prova muito bem feita, um processo muito primoroso``.

ENTENDA O CASO

26/2/2010
>O POVO antecipou que a maioria dos representantes do Conselho Universitário era a favor do Enem como processo único de seleção na UFC. Das 15 unidades acadêmicas, apenas uma (o Centro de Ciências), não era a favor. A votação estava marcada para este dia, 26/2.

> Pelo menos 25, dos 46 representantes do Conselho Universitário, seriam a favor do Enem como fase única do processo seletivo da UFC. O reitor, o vice-reitor e pró-reitores também demonstraram apoio.

27/2/2010
>A confirmação de que o Enem seria adotado pela UFC foi dada, mostrou O POVO. A decisão foi tomada pelo reitor, Jesualdo Farias, na tarde do dia anterior.

> A reunião do Conselho Universitário, marcada para a manhã do dia anterior, havia sido cancelada. Houve manifestação de alunos do ensino médio e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que ocuparam o auditório onde ocorria a reunião e impediram os conselheiros de votar.

> O reitor usou, então, um instrumento conhecido como ad referendum, por meio do qual pode, como presidente do Conselho, decidir sem a votação dos conselheiros. Cerca de 30 representantes do Conselho enviaram documentos de apoio ao ato.

> Com a decisão, a UFC passa a integrar o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

FONTE: uol.com.br

domingo, 14 de março de 2010

PARALIZAÇÃO NACIONAL DOS PROFESSORES





PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DISCUTEM PCCS

Por: Christina Herbster

Os professores da Rede estadual de ensino participam de audiência pública na próxima terça-feira (16) para discutir a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria. O evento será realizado no Complexo de Comissões da Assembleia Legislativa a partir das 14h30.

Os professores afirmam que a Lei Nacional do Piso do Magistério estabeleceu prazo, até o dia 31 de dezembro de 2009, para que os estados brasileiros adequassem os Planos de Carreiras às mudanças que foram promovidas pelo Ministério da Educação. Representantes do Sindicato Apeoc, no entanto, reclamam que nem o governo do Ceará, nem a prefeitura de Fortaleza, atenderam a essa determinação, até o momento. O governo do estado questiona, inclusive na justiça, a implantação do Piso da categoria.

Representantes das secretaria de Planejamento e de Educação do Estado foram convidados para a audiência que deve reunir, ainda, os sindicatos da categoria – Apeoc e Sindiute –, Conselho de Educação, Conferência Nacional dos Trabalhadores em Educação, CUT e o Conselho Estadual do Fundeb. A audiência foi solicitada pelo deputado Artur Bruno (PT), atendendo reivindicação do sindicato Apeoc.

Fonte: Jangadeiro on line

RIA ...SE PUDER

A Ovelha

Um pastor de ovelhas estava cuidando de seu rebanho, quando surgiu pelo inóspito caminho uma Pajero 4x4 toda equipada.
Parou na frente do velhinho e desceu um cara de não mais que 30 anos, terno preto, camisa branca Hugo Boss, gravata italiana, sapatos moderníssimos bicolores, que disse: - Senhor, se eu adivinhar quantas ovelhas o senhor tem, o senhor me dá uma? -
Sim, respondeu o velhinho meio desconfiado.
Então o cara volta pra Pajero, pega um notebook, se conecta, via celular, à internet, baixa uma base de dados, entra no site da NASA, identifica a área do rebanho por satélite, calcula a média histórica do tamanho de uma ovelha daquela raça, baixa uma tabela do Excel com execução de macros personalizadas, e depois de três horas, diz ao velho:
- O senhor tem 1.324 ovelhas, e quatro podem estar grávidas. O velhinho admitiu que sim, estava certo, e como havia prometido, poderia levar a ovelha.
O cara pegou o bicho e carregou na sua Pajero.
Quando estava saindo, o velho perguntou:
- Desculpe, mas se eu adivinhar sua profissão, o senhor me devolve a ovelha?
Duvidando que acertasse, o cara concorda.
- O senhor é advogado ?!?! diz o velhinho...
- Incrível! Como adivinhou?
- Quatro razões:
- Primeiro, pela frescura;
- Segundo, veio sem que eu o chamasse;
- Terceiro, me cobrou para dizer algo que já sei.
- E quarto, nota-se que não entende
porcaria nenhuma do que esta falando: devolve já o meu cachorro!!!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

ENEM: SÓ NO PRÓXIMO SEMESTRE

Ministro da Educação descarta aplicar duas provas do Enem neste ano

Exame deve ser realizado no segundo semestre.
Ainda não há data de aplicação definida.

Do G1, em São Paulo


Candidatos durante a prova do Enem em dezembro passado (Foto: Daigo Oliva/G1)

O ministro da Educação, Fernando Haddad, descartou a aplicação de duas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano. No ano passado, o ministério havia divulgado que avaliava a possibilidade de realizar dois exames. O ministro visitou nesta quarta-feira (10) o campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa do MEC, a data do exame deverá ser marcada somente para o segundo semestre, mas será definida em breve pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova.

A novidade em relação à prova de 2009 é que o exame deste ano cobrará uma língua estrangeira, conforme já anunciado. O idioma cobrado, que pode ser inglês, francês e espanhol, também não foi divulgado.

O MEC estuda ainda realizar no meio do ano uma edição do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), usando as notas do Enem 2009. Segundo a pasta, a decisão depende do interesse das universidades em adotar esse sistema como ingresso.

FONTE : www.g1.com.br

quinta-feira, 4 de março de 2010

COTAS NAS UNIVERSIDADES


Para procuradora, "a pergunta é se as cotas são a melhor forma" de democratizar acesso

Da Redação
Em São Paulo

No segundo dia da série de audiências públicas do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as cotas raciais no ensino superior, a procuradora Roberta Fragoso Menezes Kaufmann voltou a defender o fim desse tipo de ação afirmativa. "É necessário democratizar o acesso; a pergunta é se as cotas são a melhor forma", disse a advogada da ADPF 186, que contesta a política de cotas da UnB (Universidade de Brasília). As audiências prosseguem até sexta-feira (5).


Segundo Kaufmann, as cotas raciais, mesmo que "sejam para o bem", possuem um "pecado de origem" -- ao definir uma reserva de vagas para os negros, elas estariam "dividindo" a população brasileira em negra e não-negra. E, portanto, estariam gerando discriminação. "Com isso [a aplicação de políticas de cotas raciais], cria-se um precedente perigoso. O racismo se apoia na teoria de que existem diferenças genéticas [entre os indivíduos], de que existem raças", argumentou.

"É um risco demasiadamente grande e desproporcional [ao benefício que as cotas proporcionariam]", avaliou a advogada após mencionar que "raça é uma criação social discriminatória".

"Vestibular é um processo democrático"

Para Kaufamnn, o vestibular é um "processo democrático", que permite o ingresso dos que têm melhor desempenho. "Os descendentes de africanos não são barrados [pela sua cor], mas por deficiência de sua formação", disse.

Ela finalizou seu tempo na audiência atentando para a situação que se instalaria nas universidades, que ficaria dividida entre estudantes provenientes das cotas e menos preparados e estudantes oriundos do vestibular que obtiveram a vaga por seu desempenho no vestibular. Em sua opinião, poderia haver algum tipo de conflito entre os universitários.

As discussões vão subsidiar os ministros da Corte no julgamento de dois processos que contestam a utilização de critérios raciais para o acesso a vagas em universidades públicas. Um desses processos é a ADPF 186, que contesta a política de cotas da UnB (Universidade de Brasília). O outro processo é o Recurso Extraordnário (RE 597285), com repercussão geral reconhecida, em que um estudante que se sentiu prejudicado pela política de reserva de vagas contesta o sistema de cotas da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

PLANO PARA ACABAR COM ANALFABETISMO

04/03/2010 - 11h02

Novo plano prevê erradicação do analfabetismo no Brasil até 2020


ANGELA PINHO
LARISSA GUIMARÃES
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A proposta para o novo Plano Nacional de Educação feita pelo Conselho Nacional de Educação prevê a erradicação do analfabetismo até 2020, tarefa que o atual plano ficou longe de cumprir. O analfabetismo funcional também terá de ser extinto pelo novo PNE, que norteará a educação no país por dez anos (2011-2020).

A proposta ainda será discutida na Conferência Nacional de Educação, que ocorre no fim de março e que levará subsídios ao projeto que o MEC enviará ao Congresso.

A Folha adiantou ontem que, assim como a erradicação do analfabetismo, dois terços das metas não foram cumpridas do atual PNE, que abrange o período de 2001-2010. Relatório feito por pesquisadores de universidades federais apontou que só 33% das metas foram alcançadas. O país ainda tem 14 milhões de analfabetos.

Outra prioridade que entrará no novo plano será a elevação dos investimentos em educação, que passarão a equivaler a 10% do Produto Interno Bruto até 2014. Em 2007, dado mais recente disponível, o percentual ficou em 5,1% ou 4,7%, dependendo da forma de cálculo.

Fernando Haddad (Educação) disse que pediu ao Inep, órgão ligado à pasta, para atualizar e revisar o balanço do PNE encomendado aos pesquisadores. O ministro contestou um dado do relatório relativo à repetência no ensino fundamental: o trabalho diz que ela cresceu, mas dados do Inep apresentados por Haddad apontam que caiu de 21,7% para 13% de 2000 a 2008.

Haddad fez ressalva também em relação à educação superior. O PNE fixa que até 2010 o Brasil tenha 30% dos jovens de 18 a 24 matriculados nessa etapa. Em 2008, só tinha 13,7%. Para o ministro, a meta conta como não incluídos alunos abaixo de 24 anos que tenham acabado o ensino superior.

RIA, SE QUISER ...

Um homem estava em coma há algum tempo.
Sua esposa ficava à cabeceira dele dia e noite.
Até que um dia o homem acorda, faz um sinal para a mulher para se
aproximar e sussurra-lhe:
Durante todos estes anos você esteve ao meu lado.
Quando me licenciei, você ficou comigo.
Quando a minha empresa faliu, só você ficou lá e me apoiou.
Quando perdemos a casa, você ficou perto de mim.
Quando perdemos o carro, também estava comigo.
E desde que fiquei com todos esses problemas de saúde, você nunca me
abandonou.
Sabe de uma coisa?
Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
Diz amor…
.
Acho que você me dá azar!!!

quarta-feira, 3 de março de 2010

DIÁLOGO COM OS FILHOS ( POR IÇAMI TIBA )

Como criar o hábito do diálogo com os filhos?

Por Içami Tiba

Uma das grandes maravilhas de ser humano é o seu poder de dialogar, trocar idéias e experiências, compartilhar emoções, negociar, discutir e ... amar.

Somos mais inteligentes do que falamos. Pois a fala é somente um dos meios de comunicação entre dois seres pensantes. Os surdos e mudos têm a linguagem dos sinais, regida pela LIBRAS, linguagem brasileira de sinais. Há especialistas em leituras labiais e em linguagens extraverbais.

Um nenê já gesticula, solta sons, acena, bate palmas, mexe a cabeça, sorri, fica sério, chora, resmunga antes mesmo de falar. É um fato universal, não importa a cultura. Para mim, o pensamento precede as palavras.

Em geral o bebê já conversa com sua mãe com sons, vogais e poucas consoantes, sem palavras formadas. Com 12 meses, já usa as primeiras quatro palavras. Com 21 meses, seu vocabulário já conta com 20 palavras; e eles entendem muito mais.

Se uma criança nascesse e não tivesse nenhum contato com humanos, como o herói de aventuras Tarzan, o homem macaco criado por Burroughs, ou Mowgli, idealizado por Rudyard Kipling, ela deixaria de desenvolver a área cerebral da fala e seus respectivos correlatos cerebrais, alguns dos quais impossíveis de serem recuperados totalmente posteriormente. É o que acontece com os sotaques das pessoas que aprendem outras línguas após a puberdade.

Para falar, um nenê tem que pensar. Quanto mais cedo pensar, mais vai querer falar, e quanto mais falar, mais vai ter que pensar. É por isso que um dos meios de aclarar, organizar e amadurecer as idéias e desenvolver os pensamentos é simplesmente falar o que estiver pensando. Não se fala uma idéia sem sentido, mas pensar sem sentido é muito comum.

Um dos grandes motivos do esfriamento dos relacionamentos entre pais e filhos é a falta de comunicação verbal entre eles, mesmo que estejam emitindo mensagens extraverbais o tempo todo.

Quando um pai chega em casa, irritado, cansado, preferindo descansar em frente da televisão, mesmo calado, ele está passando a mensagem de que não quer ninguém por perto.

Quando uma mãe chega falando em casa, reclamando da bagunça, direto a preparar algo para todos comerem, cobrando de tudo e de todos, ela já passou a mensagem da sua posição e ninguém gosta de ficar por perto.

Assim, cada vez mais todos acabam ficando mais distantes uns dos outros, mesmo que convivam numa mesma casa. O que deveria ser um happy hour vira uma tragic hour.

Algumas dicas emergenciais para que o companheirismo volte ao lar:

  • Todos, ao chegarem em suas casas, têm meia hora para fazer o que quiserem, desde que não incomodem outros presentes;

  • É da responsabilidade de quem ficou em casa deixá-la em ordem: exigências crescem de acordo com a idade. Não é tarefa de mãe arrumar bagunças de ninguém;

  • O jantar deveria ser o happy hour: Não está com fome? Peça que todos se sentem junto, mesmo assim, pois o que importa é a companhia, a conversa, o alimento da alma;

  • Quem não jantar na hora, vai ficar sem comer até a manhã do dia seguinte. Ninguém morre de fome em casa que tem comida, mas o comer a qualquer hora estraga qualquer qualidade de vida;

  • Jantar não é hora de cobranças, mas sim de contar "causos" interessantes, piadas, aventuras, dar feedbacks do que está fazendo, perguntar como andam os projetos de cada um, compartilhar lembranças e sonhos;

  • Quem não dedica um tempo para conversar, jogar papo fora, orientar, aconselhar, fazer cobranças e espera que tudo aconteça, nunca terá este tempo. Ninguém fabrica tempo, cada um tem o seu. Já não há mais tanto tempo para realizar todos os desejos;

  • Após o jantar ninguém sai, nem assiste TV, nem usa o computador, nem dorme. É hora de fazer as obrigações. Não pode dormir enquanto não terminar. Nada de "amanhã cedo eu faço". Sacrifícios destes mais fortaleceram que mataram filhos. Se forem dormir, os pais têm que acordá-los para terminar;

  • Pais bonzinhos são "bobinhos", pois estão financiando a falta de formação e de educação (formação do futuro cidadão ético). Pais poupadores, que não impõem o cumprimento das obrigações dos filhos nem cobram bons resultados podem formar "príncipes esperadores" de heranças e de prêmios sem comprar bilhetes no lugar de terem filhos empreendedores.
  • Içami Tiba

    Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 25 livros.

    Site: www.tiba.com.br

    RELATÓRIO SOBRE METAS NA EDUCAÇÃO

    Ministro rebate relatório sobre metas na educação

    O ministro da Educação, Fernando Haddad, questionou hoje (3) resultados de um relatório sobre o cumprimento do Plano Nacional de Educação. O trabalho, encomendado pelo ministério a pesquisadores, avaliou uma série de indicadores durante o período de 2001 e 2008 e concluiu que 67% das metas propostas no plano não foram atingidas.

    Haddad afirmou que o relatório ainda será submetido a revisão, principalmente por haver dúvidas em relação a alguns indicadores adotados no documento que, segundo ele, não são consistentes. "O relatório não é ruim, mas lamento que ele tenha sido divulgado sem revisão", justificou.

    Apesar do esforço em relativizar os indicadores apresentados no trabalho, o ministro afirmou que várias das metas propostas em 2001 haviam sido "ousadas" e que o fato de elas não terem sido atingidas não significa que a educação no país não tenha avançado. "Todos indicadores avançaram nesta década. Não podemos ter olhar binário - atingiu ou não atingiu a meta. A análise precisa ser um pouco mais detalhada."

    O Plano Nacional de Educação foi criado por lei em 2001 e estabelece metas para a área, que deveriam ser cumpridas nas três esferas de governo: municipal, estadual e federal.

    FERNANDO PESSOAS NA INTERNET

    Fernando Pessoa inédito na internet
    Biblioteca Nacional de Portugal e Casa de Fernando Pessoa colocam online centenas de manuscritos do escritor guardados há mais de 70 anos
    por Graziella Beting
    Creative Commons
    Retrato do poeta feito pelo artista brasieiro João Luiz Roth
    Ele usava diferentes nomes, pseudônimos e heterônimos. A obra de Fernando Pessoa também é variada: traduções, prosa, poesia, aforismos, bilhetes... Pesquisadores calculam que apenas 50% dela seja conhecida, pois o restante permaneceu fechado no baú de escritos do autor, que agora, por iniciativa da Biblioteca Nacional de Portugal e da Casa Fernando Pessoa, será colocado integralmente na internet.

    São ao todo 1.400 volumes, 200 dos quais hoje em poder da família, como os 29 cadernos manuscritos e o texto datilografado de Mensagem, único livro de poemas em português lançado em vida, em 1934. Trata-se de uma ode a Portugal (aliás, esse era seu título original), revisitando a história do país, como o passado heroico dos descobrimentos e o sebastianismo.

    Talvez resida aí a origem do debate sobre a ideologia do poeta, já que a ditadura de Salazar incorporou o livro a sua propaganda patriótica. Em vida, Fernando Pessoa se dizia antissocialista, anticomunista e nacionalista guiado pelo lema: “Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação”.

    ESPÓLIO FERNANDO PESSOA NO SITE DA BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL:
    http://purl.pt/1000/1/index.html

    CASA FERNANDO PESSOA:
    http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt
    Graziella Beting é jornalista e tradutora

    terça-feira, 2 de março de 2010

    ENEM: DUAS VEZES AO ANO


    MEC define na próxima semana se realiza Enem no primeiro semestre

    Da Redação*
    Em São Paulo

    O MEC (Ministério da Educação) deve definir, na próxima segunda-feira (8), se haverá uma ou duas edições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2010. A informação foi dada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta terça (2) durante o lançamento da Olímpiada de Língua Portuguesa no Rio Janeiro.

    Uma das condições para tornar o exame semestral era a desobrigação de licitar a organizadora do Enem -- e isso depende de liberação dos órgãos de controle da União, o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União). Cogitou-se, inclusive, a criação de um órgão ligado ao MEC para a realização do Enem.

    Segundo o ministro, as negociações do Inep, autarquia do MEC que organiza o Enem, com o TCU e a CGU já se encerraram. Nos próximos dias, Haddad deve tratar do assunto com o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, para decidir se a realização da prova no primeiro semestre é viável.

    "O professor Neto me assegurou que as conversas foram muito boas. O Inep fez uma apresentação da complexidade da aplicação da prova e dos riscos inerentes de um processo licitatório tradicional. Parece que ele sensibilizou os ministros com quem conversou e também a CGU. Parece que há uma compreensão básica de que o modelo precisa ser revisto em função do afastamento de riscos inerentes a um processo dessa complexidade", disse Haddad à Agência Brasil.

    Sem licitação

    O MEC requisitou a contratação, sem licitação, de uma organizadora para o Enem, após o vazamento da prova, em outubro do ano passado. Em regime de urgência, o Cespe e a Fundação Cesgranrio foram contratados para executar o novo exame.

    A avaliação deveria ter sido aplicada nos dias 3 e 4 de outubro, mas foi cancelada. A nova data para aplicação do exame foi trasnferida para 5 e 6 de dezembro.

    *Com informações da Agência Brasil

    segunda-feira, 1 de março de 2010

    OLIMPÍADA DE PORTUGUÊS

    Olimpíada de Português quer 9 milhões de escolas públicas

    O MEC (Ministério da Educação) e a Fundação Itaú Social lançam amanhã a segunda edição da Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro. A meta do concurso este ano é atingir a participação de 9 milhões de estudantes de 80 mil escolas públicas de todo o País. A primeira edição, realizada em 2008, conseguiu envolver 6 milhões de alunos.

    O concurso premia 15 estudantes em três categorias: poesia, memória e artigo de opinião. Podem se inscrever alunos a partir do 5º ano do ensino fundamental e do 2º e 3º ano do ensino médio. Os professores e escolas dos estudantes vencedores também são premiados. As inscrições vão até 14 de maio e são gratuitas.

    O programa foi criado em 2002 pela Fundação Itaú Social, com o objetivo de ampliar o domínio do idioma e a capacidade de expressão por meio da leitura e da escrita das crianças e adolescentes. O projeto foi adotado pelo MEC em 2007 e transformado em política pública.

    O modelo da olimpíada é bianual, sendo os anos ímpares dedicados à formação dos professores e os anos pares, aos prêmios. Na etapa de premiação, são organizadas oficinas de leitura e escrita, realizadas pelos professores em sala de aula, com a utilização do material de apoio distribuído pela organização da olimpíada.

    Os interessados em participar tem de comunicar seus professores, que deverão preencher a ficha de inscrição. Os campos relativos à escola deverão ser preenchidos pelo diretor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.