segunda-feira, 27 de abril de 2009

EDUCAÇÃO NA CORÉIA DO SUL - NÍVEL EXCELENTE

Na trilha coreana

Uma pesquisa mostra como dez escolas públicas conseguiram transformar-se em ilhas de excelência no desolador panorama educacional brasileiro


28/08/2008 21:38

Texto
Monica Weinberg

Foto: Cindy Wilk

Poucas escolas brasileiras conseguem atingir o nível de excelência de educação da Coréia do Sul

----- PAGINA 01 -----

O melhor termômetro para aferir o grau de aprendizado de um estudante é, segundo os especialistas, sua capacidade de ler e interpretar um texto: quanto mais precária ela for, mais difícil será para ele absorver conhecimento em outras matérias. Segundo tal critério, o ensino brasileiro vai mal. Muito mal. De acordo com o Ministério da Educação, 91% dos estudantes brasileiros terminam o ensino fundamental abaixo do nível adequado, apresentando dificuldades para reter ou compreender textos básicos. Ou seja, as escolas brasileiras têm-se mostrado incapazes de cumprir sua função mais elementar, a de municiar alunos com a ferramenta da leitura.

Para entender por que isso ocorre, VEJA pesquisou as dez escolas públicas cujos alunos apresentaram as melhores performances na prova de língua portuguesa aplicada pelo MEC para medir a qualidade de ensino nas escolas. Elas foram classificadas por ordem de excelência pelo professor Francisco Soares, da pós-graduação em educação da Universidade Federal de Minas Gerais. VEJA submeteu cada uma delas a um questionário com dezoito perguntas, elaborado por especialistas, com o objetivo de identificar suas características.

Os resultados revelaram que as campeãs brasileiras têm em comum o fato de adotar, sistematicamente, o investimento na formação de professores, o estímulo à participação dos pais na vida escolar dos filhos e o incentivo à leitura por parte dos alunos. De certa forma, seguem a trilha coreana.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

QUANDO CHEGAREMOS LÁ ?

domingo, 26 de abril de 2009

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE - 1

Os segredos da educação finlandesa

A Finlândia consegue ter os alunos mais bem preparados do mundo com medidas simples e ênfase na formação dos professores


Foto: Ricardo Correa
Ponte na Finlândia

O ensino de qualidade na Finlândia é para todos

----- PAGINA 01 -----

1. Gasto público em educação: a Finlândia é um dos países que mais investem em educação em relação ao PIB (6,1%). No Brasil, são 3,9% do PIB. O fato de a Finlândia ser a nação com menor índice de corrupção do mundo faz com que o aproveitamento do dinheiro seja ainda maior.

2. A exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida. O vestibular para ser professor é um dos mais disputados do país. Apenas 10% dos candidatos são aprovados. Exceto na pré-escola, o mestrado é pré-requisito para lecionar.

3. Ênfase nos professores: o mestrado é pré-requisito para um professor ser contratado na Finlândia (100% dos professores têm). No Brasil, basta ter o diploma de nível superior, que se tornou o obrigatório no ano passado (2% têm mestrado).

4. A mesma qualidade para todos. A discrepância no desempenho entre as escolas do país é a menor do mundo. O governo mantém um sistema sigiloso de avaliação das escolas (99% são públicas) e os diretores são informados sobre o desempenho delas.

5. Os piores alunos não são deixados para trás. Dois em cada dez estudantes recebem aulas de reforço. Por causa disso, os índices de repetência são baixíssimos

- COMENTE: QUANDO TEREMOS UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS ?

UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS...


Agência Brasil - 26/04/2009 - 12:07

Brasil vai ter bibliotecas públicas em todos os municípios até julho

O Ministério da Cultura estabeleceu julho como prazo para cumprira metade ter pelo menos uma biblioteca em cada um dos 5 562 municípios brasileiros. Atualmente, 331 cidade do país ainda não têm qualquer tipo de biblioteca, seja municipal ou em escolas públicas. Para o coordenador de Articulação Federativa do Programa Mais Cultura, Fabiano dos Santos, o marco é importante, mas também é preciso olhar para as condições desses espaços.

Zerar o número de municípios sem biblioteca no Brasil é uma dívida social centenária que temos com a sociedade brasileira. É fundamental que o país consiga alcançar essa meta, mas é preciso criar uma rede articulada para que essas bibliotecas se tornem um espaço de formação de leitura, disse Santos, em entrevista Agência Brasil.

Segundo ele, nos meses de maio e junho será feita a entrega dos últimos kits para os municípios, com um acervo de 2,5 mil livros equipamentos eletrônicos e mobiliário. A data para inauguração desses espaços está marcada para 25 de julho, quando será promovido pelo ministério o Dia D da Leitura em todo o país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir a uma dessas localidades para a inauguração de uma biblioteca.

Para o pesquisador do Instituto Pró-Livro, Galeno Amorim, a notícia deve ser comemorada. A biblioteca tem um papel extraordinário no desenvolvimento e na formação de leitores. Não existe um único país do mundo que tenha conseguido chegar condição de desenvolvido sem ter antes resolvido o seu problema de acesso educação e aos livros, aponta. Mas ele lembra que é fundamental criar estratégias nacionais para que as bibliotecas funcionem de maneira adequada.

Além de implantar a biblioteca em locais em que ela não existe Santos conta que o ministérioestá modernizando outros equipamentos em 400 municípios. De acordo com Galeno, o país tem hoje 6 mil bibliotecas municipais e 60 mil escolares, além das comunitárias. Mas muitas delas estão em situação precária, o que acaba afastando o leitor em potencial.

Apenas um em cada 10 brasileiros vai com freqüência a um biblioteca. Quando o leitor vai uma, duas, três vezes biblioteca e não encontra o livro, ele começa a se desinteressar Eles acham que de alguma maneira podem estar perdendo tempo e se afastam da biblioteca, explica. Uma das principais estratégias para atrair o público é garantir um horário de funcionamento da biblioteca para além do expediente comercial e, além disso, garantir que haja profissionais habilitadostrabalhando nesses espaços, além de acervos periodicamente atualizados.

Para receber um kit biblioteca do Ministério da Cultura, a prefeitura precisa criar a biblioteca por lei, estabelecer dotação orçamentária e quadro funcional para a manutenção do espaço, além de prever uma programação cultural para o local. O que está por trás disso tudo é um conceito de biblioteca como centro de produção e difusão da arte e da cultura, como espaço dinâmico e interativo, não apenas de ser um depósito de livros, mas um espaço de acesso aos bens culturais e formação de leitura explica Santos.

A maioria dos pouco mais de 300 municípios que ainda não têm biblioteca são da Região Norte e Nordeste. Mas, segundo Santos, é possível que o número seja maior. Isso porque os sistemas nacionais e estaduais de bibliotecas, utilizados para fazer esse levantamento, apontam que em um local há uma biblioteca, mas ela pode ter sido fechada, diz. De acordo com o coordenador, o ministério está fazendo uma pesquisa in loco para checar o funcionamento desses espaços.

Santos conta, ainda, que em alguns municípios a prefeitura diz não ter interesse em receber uma biblioteca. Como eles têm que ter o espaço, além de criar a biblioteca, alguns prefeitos têm resistência. Eles não consideram que seja um equipamento importante para a cidade, diz. Ele pede aos moradores de cidades sem biblioteca que entrem em contato com o ministério para informar a situação. Um link no site do ministério permite o acesso a um formulário para que o problema seja comunicado.

Galeno Amorim, doInstituto Pró-Livro, sugere que, nesses casos, a sociedade pressione as autoridades locais para exigir o que é um direito, o acesso cultura
fonte: Diário do Nordeste

ENCARE DE FRENTE...SERÁ...???

"Encarar de frente"?

Por Thaís Nicoleti

"Adriane Galisteu decidiu encarar de frente o escândalo das passagens aéreas da Câmara dos Deputados."

No fragmento acima, encontramos um caso de pleonasmo. Trata-se de uma expressão redundante, que, na linguagem falada, ganha efeito de realce (ênfase). Na linguagem escrita, porém, não se recomenda o emprego de expressões desse tipo.

"Encarar de frente" ou "enfrentar de frente" resumem-se a "encarar" ou "enfrentar" simplesmente. Há muitas outras a evitar: em vez de "sair para fora", empregue-se apenas "sair", já que "sair" contém a ideia de "ir para fora". Não se diz "hemorragia de sangue", pois "hemorragia" é o escoamento de sangue fora dos vasos sanguíneos.

"Teto máximo" e "piso mínimo" também são pleonasmos. Basta dizer "teto salarial" e "piso salarial", entendidos teto e piso, respectivamente, como valor máximo e valor mínimo. São muitos os casos. Convém ficar atento.

Abaixo, o texto corrigido:

Adriane Galisteu decidiu encarar o escândalo das passagens aéreas da Câmara dos Deputados.

SAIBA MAIS SOBRE PARTICÍPIO

Particípio requer concordância em gênero e número

Por Thaís Nicoleti

"Nota assinada por 28 ONGs pondera que a pavimentação de estradas é considerado o maior vetor de desmatamento na Amazônia."

No fragmento acima, observamos um equívoco na concordância nominal. O redator hesitou na hora de escolher o gênero do particípio passado do verbo "considerar" e acabou optando pelo masculino, em concordância com o núcleo do predicativo ("vetor").

Na verdade, o verbo "considerar" (que está na voz passiva) deveria harmonizar-se com o núcleo do seu sujeito ("pavimentação"), obedecendo ao princípio geral de concordância. Por se tratar de forma nominal, deveriam ser respeitadas as flexões de gênero (feminino) e número (singular).

Abaixo, o texto corrigido:

Nota assinada por 28 ONGs pondera que a pavimentação de estradas é considerada o maior vetor de desmatamento na Amazônia.

TODO ou TODO O... QUAL A DIFERENÇA?

"Todo" e "todo o": sentidos diferentes

Por Thaís Nicoleti

"Nela, quase toda a canção de letra triste era arranjada para virar bolero."

"No fim das contas, todo mundo perde."

No português do Brasil, a presença ou ausência do artigo que antecede o substantivo precedido do pronome indefinido "todo" (e suas flexões) faz diferença. Havendo o artigo, o pronome assume o sentido de "inteiro" ("todo o dia" equivale a "o dia inteiro"); sem o artigo, o pronome assume a sua condição de palavra de sentido indefinido ("todo dia" equivale a "todos os dias", "um dia após o outro").

Não é difícil observar que o redator dos fragmentos acima confundiu um caso com o outro. Pretendia dizer que quase todas as canções de letra triste recebiam arranjo próprio de bolero. Não se refere, por óbvio, à totalidade de uma canção, mas a todas as canções do repertório de certa cantora popular, que, segundo ele, obedeciam a uma fórmula instrumental.

No segundo caso, a confusão é generalizada. Muita gente emprega a expressão "todo mundo" sem o artigo acreditando estar, dessa maneira, indicando que se refere a todas as pessoas. Ora, é a presença do artigo (não a sua ausência!) que confere à construção a ideia de totalidade: "todo o mundo" equivale a "o mundo inteiro", ou seja, em sentido figurado, todas as pessoas.

Para evitar confusão, observe que a estrutura composta com artigo permite a mobilidade do pronome indefinido, que pode ficar depois do substantivo sem prejuízo do sentido original da frase. Assim, é perfeitamente possível dizer que o mundo todo perde, mas não há sentido em dizer que a canção toda era arranjada de determinada maneira. Quando o artigo é necessário, é possível usar o pronome depois do substantivo. É só testar. Veja, abaixo, os fragmentos corrigidos:

Nela, quase toda canção de letra triste era arranjada para virar bolero.

No fim das contas, todo o mundo perde.

SAIBA MAIS SOBRE PRONOME RELATIVO

Pronome relativo retoma termo antecedente

Por Thaís Nicoleti

"Na virada do século, a TAC promoveu uma batalha judicial de cinco anos até obter da Corte Constitucional do país, em 2002, a ordem para que o governo distribuísse de graça medicamentos antirretrovirais para os doentes, que ajudam a prolongar a vida."

Mais uma vez, reforçamos a ideia de que a ordem dos termos é importante para a clareza da frase. O pronome relativo ("que") retoma seu antecedente, portanto, no fragmento em questão, retoma o termo "doentes", não "medicamentos".

Para que a frase expresse exatamente o que pretendeu o redator, é preciso que o pronome "que" se posicione imediatamente depois do termo a que se refere ("medicamentos antirretrovirais"). Não é difícil fazer isso: basta inverter a posição dos objetos, recuando o indireto (distribuir aos doentes medicamentos antirretrovirais) e, em seguida, acrescentar a oração encabeçada pelo pronome relativo.

Observe-se ainda a inadequação da expressão "de graça" após o verbo "distribuir". Subentende-se que o governo devolva à população aquilo que ela paga na forma de impostos. Está implícito no verbo "distribuir" que a população não deverá comprar os medicamentos.

Abaixo, o texto corrigido:

Na virada do século, a TAC promoveu uma batalha judicial de cinco anos até obter da Corte Constitucional do país, em 2002, a ordem para que o governo distribuísse aos doentes medicamentos antirretrovirais, que ajudam a prolongar a vida.

BONS PROJETOS MUDAM A EDUCAÇÃO

26/04/09 - 08h30 - Atualizado em 26/04/09 - 08h30

Projeto leva o prazer da leitura a agricultores do Ceará

Minibibliotecas funcionam na casa de voluntários das comunidades.
Programa Arca das Letras atende 1.700 municípios no país.

Do G1, em São Paulo, com informações do Via Brasil



Bibliotecas rurais em comunidades do interior do Ceará levam o prazer da leitura a quem tem pouco acesso a livros. Agricultores, crianças e donas de casa se beneficiam do projeto Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Há um mês, uma novidade mudou a rotina dos estudantes da comunidade de Barbalha, no sul do Ceará. Eles ganharam uma minibiblioteca com 200 livros para ler e ajudar nas pesquisas fora de sala de aula.

Veja o site do Via Brasil


“A garotada vem retirar os livros para levar para casa e passa oito, quinze dias com as obras e depois vem trocar por outras, com a maior empolgação”, afirma Cícero Saraiva, agente de leitura.

saiba mais


O projeto atende 1.700 municípios do país. “Começamos a perceber que tem melhorado o hábito de leitura da população, nos agriculturores e nos seus filhos. Temos mais de 20 mil livros no programa Arca das Letras”, diz o prefeito de Itapipoca, Geraldo Azevedo.


Em Itapipoca, a 140 km de Fortaleza, já foram implantadas cem pequenas bibliotecas. Em uma delas, Rebeca Fernandes, 14 anos, descobriu o gosto pela leitura. “Antes dor pojeto, não tinha livro para ler, a gente ficava em casa sem fazer nada. Agora, não”, afirma.


As minibibliotecas funcionam na casa de voluntários da comunidade. São pessoas que foram treinadas para atender os leitores. Desde que ganham uma biblioteca como vizinha, o agricultor João Deodato, 74 anos, pega um novo livro a cada duas semanas. Depois de ler dezenas deles, ele elegeu o escritor José de Alencar como o seu favorito.

“Quase todas as obras têm uma característica muito forte. Ele estimula o caboclo do sertão, que somos nós, e o índio. Eu acho isso maravilhoso. Eu não tenho esporte nenhum. Meu esporte é ler”, afirma Deodato. Além do acervo oficial de 200 títulos, as bibliotecas rurais, como também são chamadas, contam com doações.

FALTOU UM POUCO DE EDUCAÇÃO...EDUCAÇÃO MESMO

FOLHA DESTACA BAIXA DE CIRO GOMES, APÓS PALAVRÕES NA CÂMARA
Por: Luciano Augusto

Os palavrões e gritos do deputado federal Ciro Gomes (PSB) na última quarta-feira na Câmara Federal, ao reclamar de uma reportagem sobre viagens ao exterior, foram suficientes para destruir o projeto de candidato ideal para 2010, afirma a edição deste sábado da Folha de São Paulo.

"A combinação entre Ciro Gomes e o PSB parece uma apresentação de nado sincronizado de duplas brasileiras em Jogos Olímpicos: quase sempre dá errado e alguém faz o movimento torto", afirma o jornalista Fernando Rodrigues.

Leia abaixo a opinião na íntegra:

FERNANDO RODRIGUES

Ciro em baixa

BRASÍLIA - A combinação entre Ciro Gomes e o PSB parece uma apresentação de nado sincronizado de duplas brasileiras em Jogos Olímpicos: quase sempre dá errado e alguém faz o movimento torto.


O PSB estava tentando combinar tudo com Ciro Gomes para ele ser o candidato a presidente pela sigla em 2010. O político cearense recebeu minutos preciosos na propaganda de TV da sigla neste mês. Ao mesmo tempo, uma ala lulista no governo acalentava a teoria de ter um terceiro nome de centro na disputa pelo Planalto. A ideia era evitar uma polarização entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) logo no primeiro turno -pois o segundo turno ficaria incerto.


Com mais um nome forte concorrendo, dificilmente a eleição presidencial terminaria na primeira rodada. Ciro Gomes era, como diria Barack Obama, "o cara" para compor um cenário favorável aos seguidores de Lula. Faria o serviço, ajudando Dilma a desconstruir José Serra. Nos sonhos mais ingênuos de alguns, poderia até ser moldado um desfecho no qual o segundo turno fosse apenas do governo contra si próprio -Dilma versus Ciro.


Deu tudo errado. O plano era mesmo mirabolante, mas Ciro colaborou para destruí-lo ao soltar palavrões e gritos na Câmara na última quarta-feira. Reclamava de uma reportagem sobre viagens ao exterior -mesmo tendo sido procurado antes da publicação e ter optado por não dar as respostas adequadas. Na cúpula do PSB não há uma alma disposta a defender o político cearense nesse episódio. Reina um clima de desolação completa.


Não se trata de alguém cometendo um deslize eventual. Ciro é reincidente. Seria ocioso listar aqui todas as vezes em que a sua valentia verbal foi notícia ao longo das últimas campanhas. É cada vez menor, se é que ainda existe, a chance de ele conseguir apoio de uma sigla para entrar na disputa presidencial.

frodriguesbsb@uol.com.br

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ESTUDOU COM DINHEIRO PÚBLICO E QUER FICAR NOS STATES

24/04/2009 - 18h26

TCU condena pesquisadora que não voltou ao Brasil a devolver valor de bolsa de estudos

Publicidade

da Folha Online

O TCU (Tribunal de Contas da União) condenou pesquisadora Ana Maria dos Santos Carmo a devolver R$ 489 mil ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico) por descumprir um compromisso firmado com a instituição. A estudante não retornou ao Brasil após concluir doutorado nos Estados Unidos, custeado com bolsa de estudos do CNPq.

De acordo com o tribunal, o retorno exigido dos pesquisadores tem como objetivo disseminar e aplicar os conhecimentos adquiridos pelo estudante em benefício da sociedade brasileira. Carmo deveria permanecer no Brasil, após concluído o pós-doutorado, por um período igual ao da duração da bolsa, exercendo atividades ligadas aos estudos realizados, sob a pena de devolução dos valores recebidos do CNPq.

Carmo permaneceu no exterior para frequentar pós-doutorado em química de solos na Iowa State University e garantiu que, concluído o curso, retornaria ao Brasil. Porém, a estudante não voltou alegando falta de empregos em sua área de trabalho.

A ex-bolsista propôs o parcelamento que possibilitasse o pagamento da dívida em US$ 100 mensais, o que foi negado pelo CNPq pelo número de parcelas propostos ultrapassar o número previsto na legislação. O Conselho sugeriu a pesquisador outro parcelamento, de US$ 860,36 mensais, que não foi pago. Cabe recurso da decisão.

A Folha Online não localizou a ex-bolsista para repercutir sobre a condenação.