terça-feira, 19 de janeiro de 2010

EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO NO VERMELHO

Paulistanos reprovam educação pública da cidade de São Paulo, revela pesquisa Ibope

Simone Harnik
Em São Paulo


A educação da cidade de São Paulo merece nota vermelha, na opinião dos paulistanos. Ela recebeu nota 5, em uma escala de 1 a 10 (a média seria 5,5), de acordo com uma pesquisa do Ibope Inteligência, feita a pedido do Movimento Nossa São Paulo.


Os dados foram divulgados nesta terça-feira (19) e fazem parte do Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). A ideia é medir o nível de satisfação dos moradores da cidade.

Em educação foram medidos oito quesitos - todos ficaram abaixo da média:

O QUE FOI AVALIADO NA EDUCAÇÃO PAULISTANA
Qualificação dos profissionais da educação nas escolas5,4
Envolvimento das famílias na educação dos filhos5,2
Formação e condições de trabalho e estudo dos profissionais de educação5,1
Quantidade de vagas em creches, pré-escolas e escolas em locais próximos à sua moradia4,9
A adequação da formação educacional para o acesso ao mundo4,9
Acesso ao ensino superior de qualidade4,8
Promoção da cidadania e da democracia na educação4,8
Respeito, valorização e reconhecimento aos profissionais da educação4,6
Quesito Média

A presença de manifestações culturais nas escolas também foi considerada insuficiente pelos entrevistados, e recebeu nota média de 5 pontos. Já a inclusão de portadores de deficiências na rede escolar foi considerada ainda pior: a nota média da cidade foi de 4,3.

A sensação de desigualdade também paira no ambiente escolar. Os paulistanos se mostraram insatisfeitos com o acesso à rede, e deram nota 4,3 para o quesito.

QUALIDADE DOS SERVIÇOS
Creches7,4
Educação infantil7,1
Educação especial7,0
Ensino de jovens e adultos6,7
Ensino fundamental6,6
Ensino médio6,6
Nível escolarMédia

Qualidade dos serviços

Somente entre os usuários da educação e suas famílias, a opinião é mais favorável aos serviços municipais. Veja as médias na tabela ao lado.

O objetivo do Irbem é formar um conjunto de indicadores que servirão para que a própria sociedade civil, governos, empresas e instituições conheçam as condições e os modos de vida dos cidadãos.

Na primeira fase do processo de formulação do índice foi realizada uma consulta pública pela internet que contou com a participação de 37 mil cidadãos de toda São Paulo. Eles informaram que itens consideravam importantes para a pesquisa.

Com isso, foi realizada uma consulta de 2 a 16 de dezembro de 2009, com 1.512 habitantes de São Paulo com 16 anos ou mais. O Ibope Inteligência, responsável pela medição, estima que a margem de erro seja de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

FONTE: educacao.uol.com.br

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