sábado, 27 de novembro de 2010

AMADURECER...

Amadurecer é saber lidar com coisas que antes não sabíamos,
como por exemplo, nos afastar de coisas que não nos fazem bem.
É saber entrar e sair dos lugares com propriedade. É saber ouvir
e tirar nossas próprias conclusões, mesmo quando todos dizem sim
e nós dizemos não, ou vice-versa. É saber desfrutar de cada momento, saboreand
o o que ele nos oferece.


Envelhecer, ah envelhecer é outra questão bem diferente...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ENEM - NOVA DATA

Data de novo Enem para prejudicados sai até quarta, diz MEC

Ministro se reuniu com Inep, Cespe e Cesgranrio nesta sexta-feira.
Instituições seguem analisando as mais de 116 mil atas dos locais de prova.


O Ministério da Educação divulgou nesta sexta-feira (19) que a data para o novo Enem vai ser estabelecida até a próxima quarta-feira (24). Segundo o MEC, apenas os estudantes que forem identificados como prejudicados terão direito ao novo exame.

A identificação dos prejudicados está sendo feita pelas instituições responsáveis pela realização da prova, Cespe e Cesgranrio, através da análise das atas dos locais de prova. O ministério informou que a análise seguirá durante o final de semana para dar rapidez ao processo. São 116.626 atas, uma para cada local onde o Enem foi realizado.

Segundo o MEC, as atas mostram os casos em que estudantes receberam cadernos amarelos defeituosos e não tiveram o exame substituído. O ministério defende que apenas esses estudantes tenham direito ao novo Enem.

Ainda não há um prazo definido para finalizar o levantamento do número de estudantes prejudicados. No entanto, as novas provas devem ser realizadas na primeira quinzena de dezembro.

A assessoria do MEC informou que já foi constatado que o número de alunos que pediram a correção invertida do gabarito é maior do que o daqueles que tiveram problemas com a prova amarela. No entanto, o ministério não divulgou os números.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CRATO "ANTIGO" AMADO...IDOLATRADO

AGORA MORRA DE SAUDADES...
REPRODUÇÃO FOTOGRÁFICA DE TELA DE AUTORIA DE PAULO BENTO.

ENEM: MEC ELIMINA QUEM USOU TWITTER


MEC elimina três candidatos do enem que teriam usado o Twitter

O Ministério da Educação (Mec) afirmou que 3 candidatos que enviaram mensagens em redes sociais durante a prova do Enem foram eliminados e podem responder por terem infringido as regras do exame.

De acordo com a assessoria de imprensa do Mec, foram eliminados um candidato de Pernambuco, uma candidata de Tocantins e outro em Minas Gerais. O último caso teria sido mais grave, já que o candidato só foi interrompido na parte final da prova.

CADÊ A VÍRGULA ???

1. Cadê a vírgula?

Volta e meia, acontecem campanhas ou manifestações para as quais a vírgula

nunca é convidada: “Reage Rio”, “Vota Brasil”, “Acorda Lula”, “Cala boca Galvão”
Deveria ser: “Reage, Rio”; “Vota, Brasil”; “Acorda, Lula”, “Cala boca, Galvão”.
Quer saber por quê.
Não é difícil entender. Você já deve ter ouvido falar da famosa regrinha que diz ser

proibido separar por vírgula o sujeito do predicado. A explicação é simples: se pusermos

vírgula entre o sujeito e o verbo, o sujeito vira vocativo.
Em “Dr. Carlos Pimenta vem à reunião”, temos uma afirmativa. O Dr. Carlos Pimenta

é o sujeito da forma verbal “vem” (=presente do indicativo).
Em “Dr. Carlos Pimenta, vem à reunião”, temos agora um chamamento, um convite

ou uma ordem. O Dr. Carlos Pimenta é um vocativo e a forma verbal “vem” está no

modo imperativo.
Quando dizemos “O leitor de O Globo sabe mais”, não há vírgula porque “o leitor de

O Globo” é o sujeito do verbo “saber”. Em razão disso, na propaganda “Quem lê sabe”,

não deveríamos usar vírgula, pois “quem lê” é sujeito.
Nesse caso específico, quando os verbos ficam lado a lado, há autores que aceitam a

vírgula entre o sujeito e o predicado. Eu prefiro não criar exceções. Assim como em

“Quem avisa amigo é” e “Quem bebe Grapete repete” não há vírgula, em “Quem

lê sabe”, “Quem estuda passa” e “Quem se desloca recebe” também devemos evitar

a vírgula. Se o problema anterior é polêmico, no caso das campanhas e das manifestações

não há perdão. Ninguém está afirmando que o Rio reage, que o Brasil vota, que o Lula

acorda ou que o Galvão cala a boca. O verbo está na forma imperativa e a seguir está

o vocativo. A vírgula é obrigatória: “Reage, Rio”; “Vota, Brasil”; “Acorda, Lula”; “Cala

boca, Galvão”.
Será que as campanhas e manifestações fracassaram porque esqueceram a vírgula?

2. Se beber, não use o ponto e vírgula

Em frente ao Hospital Pinel, no Rio de Janeiro, há um painel luminoso da CET-Rio.

Com certa frequência, lá encontrávamos a seguinte mensagem:
“Se dirigir; não beba
se beber; não dirija”
Certamente o hospital não tem culpa alguma. Louco ou bêbado estava quem escreveu

a tal frase. Não pela mensagem em si, mas pela pontuação da frase. Provavelmente

alguém disse para o autor: “Olha, tem um ponto e vírgula aí.” E o “letrado”, por

garantia, tascou logo dois.
Ora, onde encontramos o ponto e vírgula bastaria a vírgula, pois se trata de uma oração subordinada adverbial condicional deslocada: “Se dirigir, não beba”. O uso do ponto

e vírgula seria perfeito entre as duas ideias, apontando, assim, uma pausa maior que

a vírgula:
“Se dirigir, não beba; se beber, não dirija.”
É para isso que serve o ponto e vírgula: para indicar uma pausa maior que a vírgula

e não tão forte quanto o ponto-final.
Portanto, o autor da frase acaba de perder 3 pontos na sua carteira de habilitação, por

ma infração média contra a gramática.
Para que serve o ponto e vírgula?
Fundamentalmente, o ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula.
Vejamos as situações em que o seu emprego é mais frequente:
1a) para separar os membros de um período longo, especialmente se um deles já

estiver subdividido por vírgula:
“Na linguagem escrita é o leitor; na fala, o ouvinte.”
“Nas sociedades anônimas ou limitadas existem problemas: nestas, porque a incidência

de impostos é maior; naquelas, porque as responsabilidades são gerais.”
2a) para separar orações coordenadas adversativas (=porém, contudo, entretanto) e

conclusivas (=portanto, logo, por conseguinte):
“Ele trabalha muito; não foi, porém, promovido.” (indica que a primeira pausa é

maior, pois separa duas orações)
“Os empregados iriam todos; não havia necessidade, por conseguinte, de ficar alguém

no pátio.”
3a) para separar os itens de uma explicação:
“A introdução dos computadores pode acarretar duas consequências: uma, de natureza econômica, é a redução de custos; a outra, de implicações sociais, é a demissão de

funcionários.”
4a) para separar os itens de uma enumeração:
“Deveremos tratar, nesta reunião, dos seguintes assuntos:
a) cursos a serem oferecidos, no próximo ano, a nossos empregados;
b) objetivos a serem atingidos;
c) metodologia de ensino e recursos audiovisuais;
d) verba necessária.


FONTE: www.g1.com.br ( PROFESSOR SÉRGIO NOGUEIRA)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

10 CAMINHOS PARA FALAR BEM

1- PERDER O MEDO:
A - Conheça sua plateia -reuna o maior volume de informação sbre o seu público.

B- Conheça seu assunto - Faça apresentação atualizada, não corra o risco de o público conhecer o tema mais do que você.

C- Esteja preparado - Não cometa o erro maior de não estar preparado.

D- Encare seus ouvintes - procure o contato visual com a plateia.

E- Fale com entusiasmo - Não imite ninguém. fale de modo entusiasmado, com emoção.

F- O momento mágico - Ofereça ao seu público algo que o surpreeenda: O encanto do inesperado

G- Deixe uma mensagem - Encerre seu discurso com uma mensagem memorável.

2- O TOM NATURAL DA FALA:

- Nem a melhor das técnicas supera a sua naturalidade. Nunca imite quem quer que seja.

- Não fale rápido demais.

- Não fale lentamente e com longas pausas.

- Não fale alto demais. Você se cansará e irritará o ouvinte.

- Não fale baixo demais. Isso pode disperasr os ouvintes.

- Se for virar-se para a tela, fale fale um pouco mais alto enquanto estiver de costas.

- Dedique atenção à voz. Trabalhada, transmite segurança e carisma.

- Não imite o sotaque da região em que estiver se apresentando.

*** CONTINUA

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PRESIDENTE OU PRESIDENTA ?

A PRESIDENTE ou A PRESIDENTA


FONTE : Professor Sérgio Nogueira |
categoria Dicas

Tanto faz. As duas formas, linguisticamente, são corretas e plenamente aceitáveis.

A forma PRESIDENTA segue a tendência natural de criarmos a forma feminina com o uso da desinência “a”: menino e menina, árbitro e árbitra, brasileiro e brasileira, elefante e elefanta, pintor e pintora, espanhol e espanhola, português e portuguesa.

Na língua portuguesa, temos também a opção da forma comum aos dois gêneros: o artista e a artista, o jornalista e a jornalista, o atleta e a atleta, o jovem e a jovem, o estudante e a estudante, o gerente e a gerente, o tenente e a tenente.

Há palavras que aceitam as duas possibilidades: o chefe e A CHEFE ou o chefe e A CHEFA; o parente e A PARENTE ou o parente e A PARENTA; o presidente e A PRESIDENTE ou o presidente e A PRESIDENTA…

O problema deixa, portanto, de ser uma dúvida simplista de certo ou errado, e passa a ser uma questão de preferência ou de padronização. No Brasil, é fácil constatar a preferência pela forma comum aos dois gêneros: a parente, a chefe e a presidente. É bom lembrar que a acadêmica Nélida Piñon, quando eleita, sempre se apresentou como a primeira PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim, desde sua eleição, sempre foi tratada como a presidente do Flamengo.

É interessante observar também que formas como CHEFA e PARENTA ganharam no português do Brasil uma carga pejorativa.

É possível, porém, que a nossa Dilma prefira ser chamada de PRESIDENTA seguindo nossa vizinha Cristina, que gosta de chamada na Argentina de LA PRESIDENTA.

Hoje ou amanhã teremos uma resposta definitiva. Espero.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ENSINO MÉDIO: COMO MELHORAR

Encruzilhada
Etapa intermediária, o ensino médio tem representado o estágio em que a educação deixa muitos alunos para trás. Reformulá-lo tem sido um desafio para vários países
Marta Avancini
FONTE: revistaeducacao.uol.com.br


Tradicionalmente, o ensino médio é uma espécie de filho do meio da educação brasileira, aquele que fica "esquecido" e "pressionado" entre o irmão mais velho e o mais novo. Sem uma identidade clara, com um currículo engessado e excessivamente acadêmico, além de sofrer com a falta de professores, acaba não preparando os alunos adequadamente para avançar nos estudos nem para ingressar no mercado de trabalho.

As deficiências se traduzem no fraco resultado do secundário no Ideb de 2009, que revelou a estagnação do desempenho dos alunos no país e piora em sete estados. Outro sintoma da crise é a falta de interesse dos adolescentes pela escola. Apenas a metade dos jovens da faixa etária adequada, de 15 a 17 anos, frequenta o ensino médio. E o que é pior: 2 milhões de jovens nessa faixa etária estão fora da escola.

Os problemas enfrentados pelo Brasil não são exclusividade nossa - ainda que aqui sejam mais acentuados. Vários países têm promovido reformas e ajustes nos seus sistemas de ensino com a finalidade de assegurar, ao maior número de estudantes possível, acesso a uma formação de melhor qualidade e significativa para o mundo do trabalho e a vida na sociedade do século 21.

E como o conhecimento está na ordem do dia e o ensino médio se tornou, em boa parte do planeta, o pré-requisito para obter um emprego, o desafio é formatar uma estrutura e um currículo que permitam aos jovens desenvolver qualificações para o trabalho e sua capacidade de aprender ao longo da vida.

Por isso, a diversificação da oferta, a criação de formas de equivalência e transição entre os diferentes tipos de curso dão o tom dos sistemas de ensino de boa parte dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na Finlândia e nos Estados Unidos, a flexibilidade é o eixo. O país nórdico possui uma das estruturas mais flexíveis que se conhece: não existem séries e o currículo é organizado em módulos semestrais. Para se graduar, basta que o aluno acumule determinado número de créditos.

Nos Estados Unidos, o sistema educacional foi construído de modo a proporcionar o acesso à escola comum a todos os adolescentes, sem filtros e demarcações prévias - como ocorre na Alemanha e Inglaterra, onde somente os mais bem avaliados podem fazer os cursos secundários que se destinam aos futuros ingressantes nas universidades.

Desse modo, as high schools norte-americanas são, na verdade, três escolas no mesmo prédio, como explica o professor Cândido Alberto Gomes, da Universidade Católica de Brasília (UCB), no artigo "Ensino secundário nos Estados Unidos - Novos problemas e novas soluções": a escola acadêmica (para os alunos de melhor aproveitamento), a vocacional (preparação para o trabalho) e a geral (para os de menor aproveitamento). Em cada ramo, existem subdivisões por turmas, segundo o aproveitamento do aluno.

A diversificação, diz João Batista de Oliveira Araújo, presidente do Instituto Alfa e Beto, é a norma (não a exceção) no ensino médio nos países mais avançados. "Há diversificação dentro das escolas e entre as escolas." Nos países da OCDE, ela se dá por meio da oferta de um ensino médio acadêmico e um ensino profissionalizante. No ramo acadêmico, costuma haver uma divisão entre as grandes áreas do conhecimento; já o profissionalizante é organizado por profissões ou por áreas - tendência esta que vem ganhando espaço.

Mas, como aponta a superintendente executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, os tradicionais modelos europeu e norte-americano não se ajustam mais às demandas da sociedade contemporânea. O primeiro (ou ao menos a direção que prevalece em muitos países europeus) é criticado por ser pouco democrático e excessivamente seletivo, na medida em que "predetermina na adolescência o que a pessoa será posteriormente". Na Holanda, por exemplo, define-se aos 12 anos de idade se o aluno vai para o ensino secundário vocacional, geral ou pré-universitário.

Já a falha do modelo norte-americano é agregar pouco à formação do jovem. "A flexibilidade é grande, capaz de atender a uma demanda muito variada, mas o aluno sai com pouca cultura geral", analisa Wanda.

Uso x acúmulo de informação
Num mundo competitivo, de mudanças aceleradas em que os diplomas valem cada vez menos (porque mais e mais pessoas têm um nível maior de escolaridade), é essencial que a educação seja útil. "O aluno precisa ter uma base bem ampla de educação geral não tanto para saber, por exemplo, leis da física, mas para aprender a conhecer, aprender a pesquisar e estar aberto ao novo", analisa Gomes, da UCB. O recado é claro: é mais importante saber usar a informação do que acumulá-la.

Nesse novo cenário, a palavra-chave é convergência. Convergência entre a educação geral e a profissionalizante, entre o ensino secundário e o superior, entre a escola e o mercado de trabalho/demandas do mundo contemporâneo. Isso para que a escola seja capaz de incorporar e manter os jovens, ofertando a eles uma formação que faça sentido.

O programa TechPrep, dos Estados Unidos, é um exemplo das estratégias adotadas para tentar tornar o ensino médio mais significativo para o aluno e a sociedade. Presente em quase metade das escolas secundárias, o TechPrep é um programa de participação voluntária, conduzido durante quatro anos de ensino secundário + dois de ensino superior. Uma de suas principais vantagens, explica Gomes, é que, ao aderir ao TechPrep, o jovem é induzido a formular, por si próprio, seus objetivos de carreira profissional.

Outro pilar do programa é o estudo contextualizado dos conteúdos da educação geral, os quais são trabalhados de maneira a explicitar as relações entre ciência e vida, ciência e tecnologia e teoria e prática - uma das chaves para tornar o ensino médio mais atraente e significativo para o jovem, nos termos de Wanda Engel, do Instituto Unibanco. "É importante que existam mecanismos que induzam à profissionalização não no sentido de aprendizagem de um ofício, mas que garantam aos jovens ferramentas para ingressar no mundo do trabalho."

As vantagens desse modelo são várias, pontua Gomes, da UCB: o progressivo envolvimento do aluno com o trabalho e a carreira, uma formação técnica aprofundada nos dois últimos anos, o ingresso num curso superior de caráter profissionalizante e com duração de dois anos e a obtenção de um diploma que habilita o jovem a avançar nos estudos.

Articulação com o mercado de trabalho
Também nos Estados Unidos, a Career Academies, nos dois últimos anos do secundário, permite que os alunos façam a opção por se matricular em um curso com um currículo organizado em torno do trabalho. A proposta inclui parcerias com o mercado laboral, para que os alunos tenham cursos práticos com duração de um ano.

Na Finlândia, os empresários, empregadores e educadores trabalharam juntos na construção do sistema de educação profissional em vigor atualmente, mais voltado para as necessidades dos adultos e das empresas do que o anterior. As qualificações são fundamentadas em competências, dividindo-se em profissionais (habilidades básicas), qualificações posteriores (atestando um trabalhador capacitado) e de especialista (domínio de habilidades complexas no
seu campo).

Já a Alemanha é conhecida pelo sistema dual, no qual existe uma profunda articulação entre a formação profissional e o mundo do trabalho, possibilitando até que o aluno estude num turno e trabalhe no outro.

Acadêmico + profissional
Na Alemanha e na Inglaterra, onde tradicionalmente a formação acadêmica não se mistura com a profissionalizante, está ocorrendo uma aproximação entre os dois campos. Isto porque, em decorrência das exigências do mercado de trabalho, o ensino profissionalizante está perdendo as características de um ensino aplicado, afirma Oliveira Araújo. Assim, o "viés acadêmico" passa a ser valorizado dentro da formação profissionalizante.

"Em países como a Alemanha, o ensino profissionalizante não é visto como um ensino de segunda categoria. Há um rigor muito grande, semelhante ao do ensino acadêmico", diz ele. Além disso, nos países da OCDE em geral está aumentando a carga de conhecimentos conceituais e científicos que fundamentam as ocupações. "Cada vez mais, a capacidade de planejar, analisar e tomar decisões é valorizada, por isso não basta saber apenas manipular objetos. Há uma crescente preocupação em dar aos jovens a possibilidade de compreender a lógica de funcionamento do mundo do trabalho e das organizações", afirma.

Além disso, em locais como a Alemanha e a França, de forte tradição profissionalizante, o secundário vocacional está se estruturando, de maneira crescente, em "famílias de ocupação" em vez de se afunilar em uma profissão e em especializações. "Assim, o aluno pode se engajar em diferentes tipos de ocupação."

Já no ramo acadêmico, complementa Oliveira Araújo, a tendência nos países da OCDE é aproximar os conteúdos transmitidos na escola aos avanços científicos e às suas aplicações no mundo real. "Isso acarreta tanto um aumento da exigência da capacidade de abstração quanto maior preocupação com a aplicação prática do conhecimento."

A maneira como esta tendência é implementada varia de país para país, mas é possível dizer que ela costuma se traduzir em atividades que aproximam o mundo real e a escola. Por exemplo: valorização das atividades em grupo, trabalho voluntário, associativismo, simulações de processos decisórios de empresas etc.

Na Espanha, desde os anos 1990, a tendência é a de superar a divisão entre o ensino médio acadêmico e o profissional, bem como valorizar esse segmento. Por isso, passou a existir apenas um exame de ingresso no ensino secundário e o ensino acadêmico incorporou a chamada "formação profissional de base", por meio de disciplinas em que são trabalhadas as aptidões para o trabalho (por exemplo, tecnologia e economia) e oficinas práticas.

Mais recentemente, em 2007, o bachirellato (acadêmico) fortaleceu a formação em ciências para todos os alunos por meio da introdução de uma nova disciplina, ciências para o
mundo contemporâneo.

Mais qualidade, menos desigualdade
Acompanhando a tendência dos países do Hemisfério Norte, o Chile realizou uma reforma do ensino médio na década de 1990 com a finalidade de reduzir as desigualdades, melhorar a qualidade e tornar o currículo menos enciclopédico. Isso num contexto que lembra o Brasil de hoje, em que o ensino médio convencional não é atraente e o ensino profissionalizante está distante das práticas do mundo do trabalho.

O caminho adotado para superar esses problemas foi uma reforma curricular, construída a partir de um amplo processo de discussão com as escolas e profissionais da educação, que estabeleceu duas categorias - a formação geral e a formação diferenciada - tanto para a educação geral quanto para a profissionalizante. Desse modo, dilui-se a distinção rígida entre os ramos acadêmico e profissionalizante e se reforça o valor da educação em ambas as vias.

Vale destacar ainda o pano de fundo das reformas no Chile: aumento do financiamento por aluno (incluindo recursos públicos, privados e contribuições dos pais) e a implantação de um Estatuto Docente, que significou aumento de salário e a oferta de incentivos pautados por desempenho aos professores, entre outras políticas.

Embora as soluções variem e estejam necessariamente associadas ao contexto social, histórico e cultural de cada país, a experiência internacional mostra que não há mais espaço para um ensino médio dissociado do mundo e do trabalho, nos termos de Wanda Engel. "O mundo mudou, está a caminho de um ensino de massa, vinculado à vida, à compreensão do mundo e às necessidades do trabalho e da cidadania", complementa Gomes, da UCB.

Essa ideia já está assimilada. Mas os desafios que a acompanham não são desprezíveis e abarcam desde a oferta de um ensino fundamental de qualidade para todos (a fim de que tenham condições de progredir nos estudos) até aceitar que há várias outras fontes de informação que concorrem com a escola e o professor, e que cabe a ambos revelarem-se suficientemente importantes para ajudar o aluno a transformar informação e saberes em conhecimento, além de mostrar-lhe o leque de opções, inclusive éticas, para utilizá-lo.

A tentativa brasileira

Financiado pelo governo federal e ainda funcionando de forma experimental, o programa Ensino Médio Inovador tem como meta incentivar a busca por novas soluções para essa etapa, frequentada por apenas 50,4% dos jovens de 15 a 17 anos em 2008, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O programa apresentado pelo MEC possui quatro pilares: foco na leitura, incluindo diversas linguagens, como o teatro e o cinema; reserva de 20% da carga horária para disciplinas eletivas, escolhidas pelo aluno; aumento da carga horária de 800 para mil horas anuais e dedicação exclusiva do professor a uma escola. Dezessete estados brasileiros, além do Distrito Federal, aderiram ao programa nessa primeira fase. No total, são 357 escolas (58 delas ainda não receberam os recursos para o programa por pendências com o FNDE) e 296.312 alunos, cerca de 3,7% dos matriculados no ensino médio em todo o Brasil.

Desde 2008 Goiás desenvolve um projeto de ressignificação do ensino médio, em que as escolas definem suas ações, metas e matérias eletivas oferecidas. Com a adoção da proposta do MEC, as unidades incorporaram novas questões, como a interdisciplinaridade e o foco na leitura. O Colégio Estadual Professor Murilo Braga, em São João de Meriti (RJ) já desenvolvia vários projetos para estimular os alunos e combater a evasão na unidade, que era alta. O programa está servindo como um direcionador das atividades desenvolvidas. "O Ensino Médio Inovador nos deu subsídios para orientar os projetos extraclasse e tem nos auxiliado a pensar a integração entre as disciplinas e ações, que muitas vezes eram feitas isoladamente. A interdisciplinaridade é um desafio porque o professor precisa se reestruturar, já que sua formação foi compartimentada", diz a diretora Angélica Novaes.

No sudeste da Bahia, em Mutuípe, a implantação do programa federal no Colégio Estadual Professor José Aloísio Dias é mais um desafio para a unidade. A infraestrutura insuficiente - sem quadras, refeitórios ou salas de reuniões - e o reduzido quadro de funcionários e professores formados compõem as dificuldades enfrentadas diariamente. Ainda assim, a escola oferece quatro disciplinas eletivas para os alunos abordando leitura, inclusão digital, preservação da água e a proximidade com a comunidade por meio do projeto de memorial histórico e social da região. O aumento da carga horária também trouxe dificuldades quanto ao transporte, mas a unidade conseguiu refazer o horário dos veículos com a prefeitura.
(Marina Almeida)

sábado, 23 de outubro de 2010

CRIANÇA DE 5 ANOS NA ESCOLA

Criança de 5 anos poderá cursar 1º ano em 2011

São Paulo - Crianças com 5 anos de idade que frequentaram dois anos de educação infantil podem, em caráter excepcional, ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental em 2011, segundo resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicada ontem no Diário Oficial. Para os demais casos, a matrícula no ensino fundamental deve ser para crianças com 6 anos completos até 31 de março.

As mesmas recomendações e o caráter "excepcional" para a matrícula de crianças com 5 anos haviam sido feitas no ano passado. Desde o início da implantação do ensino fundamental de nove anos, em 2007, o corte etário tem provocado polêmica. Conselhos estaduais de educação estabelecem datas próprias e decisões judiciais têm garantido a matrícula de todas as crianças de 5 anos.

Este ano, a resolução também orienta que as matrículas na pré-escola sejam feitas para crianças a partir de 4 anos. Antes disso, elas devem frequentar creches. "A regulação para o ensino infantil acerta o assunto da idade já na entrada do ensino básico", afirmou Cesar Callegari, da Câmara de Educação Básica do CNE. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ENEM: SEGURANÇA DOBRADA


Enem exige uso de caneta preta e proíbe lápis e relógio durante prova

Questões de segurança levaram a restrições, segundo o Inep.
Provas ocorrem em 6 e 7 de novembro.

Do G1, em São Paulo


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano terá restrições mais rígidas durante a realização das provas, em 6 e 7 de novembro deste ano. Os estudantes poderão usar apenas caneta esferográfica preta. Lápis e relógio estão proibidos de entrar nas salas de exame por questões de segurança, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Outros itens que devem ficar fora das salas, segundo o instituto, são borracha, apontador, lapiseira, grafite, livros, manuais, impressos, anotações, máquinas calculadoras e agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, pagers, bip, walkman, gravador, mp3 ou similar, ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.

FONTE: g1.com.br


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

MAIS PÉROLAS DO ENEM 2009

- "VAMOS GRITAR NÃO À DEVASTAÇÃO E SIM À REFLORESTAÇÃO"

- " A NATUREZA ESTÁ COBRANDO UMA ATITUDE AMIS ENERGÉTICA DOS GOVERNANTES"

- " O POVO AMAZÔNICO ESTÁ SENDO USADO COMO BODE XPIATÁRIO"

- " O AUMENTO DA TEMPERATURA DA TERRA ESTÁ CADA VEZ MAIS AUMENTANDO"

- " NA CAMA DOS DEPUTADOS FORAM VOTADAS MUITAS LEIS"

- " O QUE VAMOS DEIXAR PARA NOSSOS ANTECEDENTES"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PROFESSOR: TO BE OR NÃO SER


No dia dos professores, docentes contam por que escolheram a carreira

Ligia Sanchez
Em São Paulo

A escolha da carreira docente está permeada de emoção. Seja por inspiração no trabalho de pessoas queridas, encantamento com professores da infância, sentimento de vocação desde pequenos ou mesmo para aqueles que chegaram por caminhos tortuosos, a permanência na profissão vem acompanhada de paixão. Mas, por que os professores escolheram essa profissão?

  • Divulgação/Gilvan Barreto/Tamires Kopp/Colégio Marista Arquidiocesano

    Professores contam por que decidiram exercer a docência

"Desde menina, eu sempre dizia que seria professora de crianças pequenas", conta Lisiane Hermann Oster, docente há nove anos no Sesquinho - Escola de Educação Infantil do SESC, em Ijuí-RS. "A opção veio do encantamento que tive quando era aluna, com professoras muito boas." Foi durante o curso de magistério que ela teve certeza da escolha. "Fiz muitos estágios e nessa prática concluí que era o que eu queria."

“Ainda adolescente eu me pegava em sala de aula ajudando os colegas, não só nas matérias, mas também dando apoio psicológico. Eu era o 'amigão'." Esta disposição pessoal combinou-se ao exemplo do irmão mais velho, que já fazia licenciatura, para que Alexandre Simonka já sentisse vontade de ser docente aos 13, 14 anos. Professor de física para ensino médio e responsável pelo departamento de informática do Colégio Vértice, em São Paulo, ele conta que, quando chegou o momento de escolher a carreira, não teve dúvidas em optar pela licenciatura.

"O baque veio quando comecei a dar aulas. Achava que por ser professor de física, só precisaria dar conteúdo, mas educação é muito mais que isso. Hoje vejo que o conteúdo é só um ensejo para estar do lado dos alunos, a física é uma ferramenta para desenvolver algumas habilidades, mas dentro da formação mais ampla."

Cair 'na realidade'

Antes de se graduar, Alexandre trabalhou no departamento de informática de uma rede de drogarias. "Eu tinha um ideal de dar aula onde pudesse desenvolver meus projetos", explica. Ele conta que alguns colegas o chamavam de utópico e o incentivavam a pegar aulas em escolas menos estruturadas, para cair "na realidade".

Formado, Alexandre foi contratado pelo Colégio Vértice. "Devo parte de minha formação a esta escola. Não só pude desenvolver minhas ideias como encontrei um ambiente fantástico, onde pude colocar em prática meu objetivo de ajudar as pessoas na concepção mais ampla da palavra educação", diz.

O começo da profissão parece ser o momento mais desafiador. "Com o primeiro impacto em sala de aula, me senti despreparado, neste momento até pensei que talvez esta não fosse minha profissão. Nos primeiros meses, fui um verdadeiro estagiário, pois, mesmo formado, a faculdade dá as bases, mas não mostra toda a realidade", afirma.

Ao fazer um balanço de seus 12 anos de carreira, Alexandre diz que as mudanças não param. "Aprendemos muito com a molecadinha, mais do que eles imaginam que aprendem conosco", diz.

A vocação falou mais forte

Ana Cristina Santos de Paula, professora de música do sexto ano do fundamental no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, chegou à carreira docente por vocação. Mas nem sempre teve clareza de que esta seria sua profissão. "Pensei em ser jornalista, tanto que cursei comunicação social. Mas minha vocação para música foi mais forte e acabei estudando licenciatura nesta área. Como a música é muito expressiva, senti necessidade de compartilhar e a educação foi o caminho."

Para Ana Cristina, ser professora é uma oportunidade de estar sempre aprendendo. "O contato com o jovem e a criança propicia uma constante renovação, porque eles estão abertos a conhecer o mundo."

Sem perder o contato com a prática

A diretora da Faculdade de Educação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Neide Noffs, tem um histórico como professora que passa por todos os níveis de ensino, desde o infantil até especialização. Ela começou a lecionar aos 18 anos, ainda cursando pedagogia, e tomou tanto gosto pela profissão que tornou-se doutora em didática pela USP.

"Há 30 anos, ser professora era uma profissão muito bem vista. Meus pais não têm diploma de ensino superior. Tive a oportunidade e me interessei por pedagogia." Um teste vocacional que apontou seu talento para a área de humanas combinou com seu gosto para relações pessoais. Durante a faculdade, o estágio na Escola Experimental da Lapa (um centro educacional de referência até a década de 70) despertou a paixão pelo ensino.

“Tenho o credo de que pessoas podem se modificar com um processo de educação de qualidade”, define, explicando como acabou se mantendo na área por tanto tempo, mesmo tendo recebido propostas de empresas, até mesmo mais atrativas financeiramente.

Para Neide, a formação de professores sempre foi um tema de interesse. “Pesquiso o papel do professor na contemporaneidade, desde a década de 80, estudo o que é ser professor em cada época.” Apesar da dedicação acadêmica, Neide acha importante não perder o contato direto com as escolas. Ela coordena um projeto de formação de professores e presta assessoria educacional ao município de Cajamar (SP). “É preciso saber quais os problemas, os entraves no cotidiano. Só posso ter tal visão em contato com o chão da escola”.

Os alunos são companheiros

A inspiração de uma professora de infância também leva educadores a optar pela carreira. "Na sétima série, tive uma professora de português chamada dona Linda. Ela tinha uma alegria e um amor pela profissão que conseguiu fazer com que me apaixonasse pelo conteúdo – naquela época muito mais formal", conta Andreia Martinhago, professora de língua portuguesa para o fundamental II no Colégio Rio Branco - unidade Higienópolis, em São Paulo.

Andreia diz que, na hora de escolher a faculdade, ficou em dúvida entre direito e pedagogia. "Mas a força da dona Linda falou mais forte", brinca. Ela começou a dar aulas aos 19 anos, ainda cursando a faculdade, para o ensino médio. "Os alunos tinham quase a minha idade, foi desafiador porque eu não tinha experiência nem de vida, nem de prática de ensino", diz. Com quase 30 anos de magistério, Andreia considera que a educação é sempre um desafio. "Hoje os alunos são nativos digitais, tive que aprender a dominar a tecnologia para poder chegar perto deles. Mas eles ajudam, são companheiros."

Escolhida

"Não fui bem que escolhi ser professora. Deus, a vida em si, acabam escolhendo a gente. E me sinto capacitada, privilegiada e preferida, por trabalhar com o produto mais rico e delicado, que é o ser humano em sua infância". Esta é a definição para a dedicação ao magistério de Célia de Almeida Barros, professora do segundo ano do fundamental I do Colégio Marista Arquidiocesano, em São Paulo.

Ela conta que desde criança, brincava de ser professora. “Não recebi influência de ninguém, é um dom, um desses mistérios que acontecem na vida. E é maravilhoso”, afirma.

Há 30 anos como professora, Célia seguiu o caminho tradicional, do curso normal, seguido pela pedagogia e especializações em psicopedagogia e psicodrama, tendo começado aos 17 anos. Depois deste longo caminho, ela demonstra verdadeira realização na carreira. “Sinto-me jovem pelo trabalho com as crianças, elas dão uma energia que me faz esquecer os problemas da vida.”


FONTE: http://educacao.uol.com.br

terça-feira, 12 de outubro de 2010

PARA QUEM ACREDITA OU TEM ESPERANÇAS...

Depende de Nós

Ivan Lins

Compositor: Ivan Lins / Vitor Martins



Depende de nós
Quem já foi
Ou ainda é criança
Que acredita
Ou tem esperança
Quem faz tudo
Pr'um mundo melhor...

Depende de nós
Que o circo
Esteja armado
Que o palhaço
Esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente
Precise sonhar...

Que os ventos
Cantem nos galhos
Que as folhas
Bebam orvalhos
Que o sol descortine
Mais as manhãs...

Depende de nós
Se esse mundo
Ainda tem jeito
Apesar do que
O homem tem feito
Se a vida sobreviverá...

Que os ventos
Cantem nos galhos
Que as folhas
Bebam orvalhos
Que o sol descortine
Mais as manhãs...

Depende de nós
Se esse mundo
Ainda tem jeito
Apesar do que
O homem tem feito
Se a vida sobreviverá...

Depende de nós
Quem já foi
Ou ainda é criança
Que acredita
Ou tem esperança
Quem faz tudo
Pr'um mundo melhor...

Depende de nós!
Depende de nós!
Depende de nós!...

DIA DAS CRIANÇAS


PELO DIA DAS CRIANÇAS...UM MOMENTO DE ESPERANÇA ...TUDO POR UM MUNDO MELHOR

MENOS ESCOLARIDADE, MENOS EMPREGO

Desemprego cresce entre os mais pobres, indica estudo

Baixa escolaridade e discriminação racial são apontados como motivos desse crescimento

A parcela mais pobre da população desempregada não foi beneficiada pela reativação do mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil. Entre agosto de 2004 e agosto deste ano, a taxa de desemprego dos 20% mais pobres (com renda per capita domiciliar inferior a R$ 203,3 por mês) saltou de 20,7% para 26,27%, enquanto o desemprego total caiu de 11,4% para 6,7%.

Entre os 20% mais ricos (com renda per capita domiciliar superior a R$ 812,3 mensais) a taxa de desocupação despencou de 4,04% para 1,4% nesse mesmo período. As informações são de levantamento inédito feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base nos dados da pesquisa mensal de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ENSINO SUPERIOR PÚBLICO OU PRIVADO

Só um quarto da classe C pensa em faculdade pública


Pouco mais de um quarto dos jovens da classe C (27%) planeja prestar vestibular para universidades públicas, enquanto 37% pretendem fazer uma faculdade, e esta pode ser uma instituição particular. Os dados são do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) e foram divulgados na última terça-feira (5).

O Ibope perguntou aos 20 mil entrevistados se concordavam com as seguintes afirmações: pretendo ingressar em alguma faculdade e pretendo prestar vestibular em alguma universidade pública.

Para especialistas ouvidos pelo R7, os números revelam que esse grupo está mais preocupado em estudar para conseguir uma boa colocação no mercado do que para obter uma formação acadêmica. Maria do Carmo Peixoto, professora da Faculdade de Educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), classifica como “pragmática” essa decisão.

- Do jeito que anda o mercado de trabalho, em expansão e com oferta, o ensino superior privado é uma possibilidade de buscar um trabalho novo sem o grau de concorrência que as instituições públicas exigem.

TODO BRINQUEDO PODE SER EDUCATIVO...

Dia da Criança: todo brinquedo pode ser educativo, dizem especialistas

Ligia Sanchez
Em São Paulo

Em meio a tanta oferta de modelos, preços e tipos de brinquedos, muitos pais se perguntam qual a melhor escolha para presentear seus filhos no Dia da Criança. O aspecto educativo ganha cada vez mais importância. Especialistas apontam, no entanto, que não são só os produtos classificados e vendidos com funções educativas que cumprem esta tarefa.

“Todo brinquedo pode ser educativo, desde que a criança se envolva com o jogo e interaja com as relações simbólicas”, afirma Ana Marotto, coordenadora educacional do Colégio Equipe, de São Paulo. Considerando variadas habilidades e conteúdos que podem ser aprendidos com os brinquedos, ela diz que é importante diversificar as temáticas oferecidas às crianças.

Outra sugestão de Ana é observar o que as crianças gostam. “É preciso conhecê-la e proporcionar os brinquedos que estejam de acordo com seus interesses”, explica. Segundo a educadora, dentro das preferências da criança também é possível enriquecer seu repertório: se um menino gosta muito de videogame, é possível oferecer jogos sobre diferentes conteúdos, por exemplo.

Ela também recomenda que se evite a compra de produtos da moda, que acabam jogados pela casa sem uso efetivo pelas crianças.

A professora Tizuko Morchida Kishimoto, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, concorda que qualquer brinquedo é educativo. "A criança pode explorar e aprender pelo tato, pelo movimento, cheiro, formas, cor, gosto". Assim, diz, quase todo objeto pode se tornar um brinquedo.

Museu

Tizuko é uma das responsáveis pelo Museu da Educação e do Brinquedo da Faculdade de Educação da USP, onde podem ser vistos objetos do universo infantil desde o início do século até os dias atuais, como bonecos, jogos de tabuleiro, de cartas e eletrônicos. O acervo com 197 peças em exposição também contém miniaturas de animais e utensílios indígenas, peças regionais e de diferentes países, como Japão, Sri Lanka, Croácia e Índia. Há ainda uma exposição de fotos da educação no Brasil no início do século XX.

Daniel Ferraz, coordenador do museu, explica que a proposta é romper com a ideia de que o brinquedo envolve só a parte lúdica. "Existem valores que são transmitidos e um entorno cultural no qual o brinquedo está inserido, em cada época e lugar."

Serviço

Museu da Educação e do Brinquedo da Faculdade de Educação da USP

Av. da Universidade, 308 - CEP 05508-040 - São Paulo - SP

Horário: segundas, quartas e sextas-feiras, das 13h30 às 16h30; terças e quintas-feiras. das 9h30 às 12h30

Informações e agendamento de grupos: (11) 3091 2352

Entrada gratuita

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA: BRASILLLLLLLLLL

9/09/2010 - 19h37

Brasil conquista primeiro lugar na Olimpíada Ibero-Americana de Matemática

Da Agência Brasil
Em Brasília

O Brasil conquistou o primeiro lugar na 25ª edição da Olimpíada Ibero-Americana de Matemática, em Assunção, Paraguai. Com duas medalhas de ouro e duas de prata, o país foi o maior destaque entre 21 participantes. O estudante Marcelo Tadeu de Sá Oliveira Sales, de Salvador, que atualmente mora e estuda em São Paulo, obteve o maior número de pontos na competição. A outra medalha de ouro ficou com Deborah Barbosa Alves, de São Paulo.

O catarinense Gustavo Empinotti, que estuda em São Paulo, e Matheus Secco Torres da Silva, do Rio de Janeiro, conquistaram medalhas de prata.

A olimpíada é disputada desde 1985. Os objetivos principais da competição são fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade ibero-americana, identificar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes.

ENSINO FUNDAMENTAL: UM BOM ALICERCE

Ensino fundamental é decisivo para superior, diz estudo

As quatro primeiras séries do ensino fundamental são as mais decisivas para que os estudantes do ensino superior de um Estado demonstrem melhor aproveitamento. Segundo pesquisa realizada pelo Insper (ex-Ibmec-SP), por apresentar maior potencial de melhorias, é o primeiro ciclo que deve merecer mais atenção por parte dos gestores ou do governo.


A pesquisa tem o objetivo de mostrar em que níveis da educação básica nos quais mais esforços devem ser concentrados para que a eficiência das instituições de ensino seja melhorada. A ideia foi medir o impacto que o ensino básico tem no superior, por região do País.


A Região Sul foi a que obteve o melhor resultado - portanto, é a que apresenta as instituições de ensino mais eficientes na relação entre o desempenho do ensino básico e a qualidade do ensino superior: 97,2% de aproveitamento. A Região Nordeste é a pior, com 64,9%. A Região Sudeste obteve 87,3%; a Centro-Oeste, 75,3%; e a Norte, 65,6%. A pesquisa considerou como premissa os alunos terem cursado o ensino básico e o superior no mesmo Estado.


Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores fizeram cálculos estatísticos com dados das 27 unidades federativas. Foram utilizados dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - que mede o fluxo escolar e apresenta médias de desempenho dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio - e um produto representado pela média do Índice-Geral de Cursos da Instituição (IGC), o indicador de qualidade das instituições de ensino superior do Ministério da Educação.


"São as turmas de 1.ª a 4.ª série que merecem mais atenção. Os investimentos no ensino superior têm sido maiores que no ensino básico", afirma Maria Cristina Gramani, uma das autoras do estudo. "Um fato relevante que mostra como o primeiro ciclo precisa de mais investimentos é o próprio salário dos professores, menor que o daqueles que dão aula para classes de 5.ª a 8.ª." Para Maria Cristina, a Região Sul obteve a melhor posição porque seus Estados têm redes menores e apresentam políticas educacionais mais consistentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 26 de setembro de 2010

PRARA QUEM QUER CRIAR VERGONHA NA CARA

É a melhor definição

que já vi e os professores

nunca ensinaram...

QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...
Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE,

no restaurante FREGUÊS,

quando alugo uma casa INQUILINO,

na condução PASSAGEIRO,

nos correios REMETENTE,

no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE,

se vendo algo importado CONTRABANDISTA.

Se revendo algo, sou MUAMBEIRO,

se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE,

se não pago imposto SONEGADOR.

Para votar ELEITOR,

mas em comícios MASSA ,

em viagens TURISTA ,

na rua caminhando PEDESTRE,

se sou atropelado ACIDENTADO,

no hospital PACIENTE.

Nos jornais viro VÍTIMA,

se compro um livro LEITOR,

se ouço rádio OUVINTE.

Para o Ibope ESPECTADOR,

para apresentador de televisão TELESPECTADOR,

no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou corintiano, SOFREDOR.

Agora, já virei GALERA.

(se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e,

quando morrer... uns dirão... FINADO,

outros... DEFUNTO,

para outros... EXTINTO ,

para o povão... PRESUNTO...

Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!!

E pensar que um dia já fui mais EU.

Luiz Fernando Veríssimo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PÉROLAS DO ENEM 2009 - PARTE II

lÁI SE VAI-SI:
MAIS PÉROLAS DO ENEM 2009.


- " A amazônia tem um valor ambiental ilastimável"

- " Explorar sem atingir árvores sedentárias"

- " Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazonia"

- "Paremos e reflitemos"

- "temos que criar leis legais contra isso"

- "Retirada claudestina de árvores"

- " A camada de ozonel"

- " A amazonia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor"

42 MILHÕES NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Brasil tem 42 milhões de estudantes em escolas públicas, segundo preliminar do censo escolar

Da Redação*
Em São Paulo

Em 2010, o país registrou 42.191.928 estudantes em escolas públicas, segundo dados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2010, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O número representa queda de matrículas de 6,8% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 45.270.710 matrículas na rede pública.

As estatísticas, divulgadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24), são relativas às matrículas públicas atendidas pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

O número apresentado, no entanto, deve sofrer alterações, uma vez que há mais de 300 cidades com informações incompletas no sistema. O prazo para envio de dados termina em 24 de outubro. Veja a relação dos municípios que devem mandar complementação de dados.

Os gestores e as escolas devem ter documentos que comprovem as informações declaradas ao censo escolar, para possíveis verificações. O envio dos dados garantem a distribuição do fundo e demais programas que utilizam as informações do censo, como distribuição de alimentação escolar, livro didático e transporte escolar, dentre outros. As redes que permanecerem com dados faltantes podem perder recursos.

Os dados consolidados estão previstos para serem divulgados no final de novembro.

*Com informações do Inep.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PÉROLAS DO ENEM 2009..

TAVA COM SAUDADE...ENTÃO AÍ VAI..PÉROLAS DO ENEM 2009...E TOME PÉROLAS...

-" Vamos noo unir juntos de mãos dadas para salvar planeta."

- "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu."

- "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação."

-"Espero que o desmatamento seja instinto."

-"A emoção de poluentes atmosféricos aquece o planeta."

-"Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas"

-"Precisamos de oxigênio para a nossa vida eterna."


( AGUARDE NOVAS PRECIOSIDADES...)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

DICAS DE LEITURA: JUDAS, O BEM AMADO

15/09/2010 - 16h42

Bem-amado de Cristo, Judas não traiu Jesus nem se suicidou, mostra romance bíblico

ARIADNE ARAÚJO
colaboração para a Livraria da Folha

Divulgação
Romance bíblico se apóia em descobertas para recontar história de Judas
Romance se apóia em descobertas para recontar história de Judas

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De o mais infame traidor das histórias religiosas, ele foi alçado ao seu verdadeiro papel de discípulo bem-amado de Cristo. A verdade por trás da história de Judas Iscariotes gerou comoção em 2005, com a descoberta de um manuscrito em péssimo estado, no deserto egípcio, que apenas os eruditos desconfiavam existir. Os fragmentos, chamados agora de Evangelho de Judas, abalaram não só pesquisadores no mundo todo, mas fizeram o Vaticano reconsiderar o caso do homem que, por 20 séculos, foi sinônimo de traição.

Em "Judas, o Bem-Amado" (Bertrand), o ensaísta, erudito e romancista Gerald Messadié vai construindo a imagem desse personagem lendário que, de tão dedicado ao seu Mestre, foi arrastado à pior desgraça. Pois, ao contrário do que nos foi contado desde a infância, Judas não traiu Jesus em troca das tais 30 moedas, mas teria atendido a um difícil pedido do próprio Cristo: "Você é quem deve lhes revelar onde estarei, depois da ceia de Nicodemos". Judas, ainda sem fôlego, teve forças de pedir: "Mestre, peça a um outro".

Para escrever seu romance bíblico, Messadié se apoiou em evangelhos canônicos, textos bíblicos e os da exegética moderna, que é a área da teologia cristã que estuda e interpreta livros sagrados. A partir desse material, o autor revela o porquê da hostilidade ferrenha que levou o clero de Jerusalém a pedir a morte de Jesus. Os judeus adoravam o Criador que, no início, criou tudo, o bem e o mal, Jeová e Satã. Mas o Mestre pregava outra coisa: "O Criador é um deus indiferente. Não é o nosso, Somente Jeová é o Deus Bom".

No romance bíblico de Messadié, surge uma história bem diferente da versão tradicional. Além da reabilitação do nome de Judas, o Mestre teria escapado com vida dos suplícios da cruz. Judas viu o Mestre com sangue nos lábios e teve aí um sobressalto. Os cadáveres não sangram. "Ele sabia, ele sabia! Jesus não estava morto!". No túmulo, no Monte das Oliveiras, para onde foi levado, Jesus recobra os sentidos e murmura: "Então estou vivo".

"O que deveria ser, não será", disse Jesus, ao dar-se conta que tinha sobrevivido ao suplício na cruz. Na tumba, aos companheiros, Ele tenta entender: "Então, é uma outra história e não a minha". Pois, para o Cristo do livro de Messadié, se Ele não fora sacrificado conforme era previsto nas Escrituras, a cólera do Pai não tinha sido conjurada e, então, a ignorância iria durar ainda muito tempo no mundo. "O combate, então, será bem mais demorado e mais cruel".

Os diálogos, as paisagens, o clima histórico, os conflitos - a história é a mesma, a história é bem diferente. Gerald Messadié resolve contradições presentes nos Evangelhos. Onde há dúvida e lacunas, ele preenche com soluções possíveis. Assim, Judas, o bem-amado de Cristo nem teria traído nem se suicidado. O fato de ter sido encontrado enforcado em uma árvore tem outra explicação. No posfácio, o autor diz que essa nova história não altera em nada o ensinamento de Jesus, "mas sacode muitos pontos de uma tradição baseada em dogmas".

*

"Judas, o Bem-Amado"
Autor: Gérald Messadié
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 266
Quanto: R$ 28,80 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

VERGONHA TOTAL II

Tempo médio de estudo do brasileiro não chega aos 8 anos do ensino fundamental

Sarah Fernandes

Em 2009, o tempo médio de estudo dos brasileiros com mais de dez anos ficou em 7,2 anos, menos que os oito necessários para concluir o ensino fundamental, obrigatório no país. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (PNAD), divulgada na última quarta-feira (8/9), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O quadro é preocupante. Não conseguimos nem garantir o ensino fundamental II, que dirá toda educação básica, que vai até o ensino médio”, avalia o especialista em Educação de Jovens e Adultos, Roberto Catelli, da organização não governamental Ação Educativa. “Existem documentos internacionais assinados [sobre conclusão da educação básica] que temos dificuldade de cumprir”.

Falta de renda das famílias pobres e trabalho infantil são dois dos principais motivos responsáveis pela baixa escolaridade dos brasileiros, para o especialista. “A faixa em que começa a evasão está entre 12 e 14 anos. São alunos que saem da escola para trabalhar pela necessidade de ganhar dinheiro, em um emprego que muitas vezes é ilegal devido à idade”, conta.

Outro problema, principalmente para o ensino médio, é a falta de perspectivas com relação ao estudo. “O jovem pobre não se forma para entrar na universidade e nem para o trabalho. A chance de evadir é muito grande”, avalia Catelli.

O tempo médio de estudo é menor entre quem tem mais de 60 anos, ficando em 4,2 anos. “A sociedade precisa assumir o envelhecimento da população”, avalia a professora da Universidade de São Paulo (USP), Maria Clara Di Pierro, especialista em alfabetização e educação de adultos. “Assim, a população idosa não participa da expansão de oportunidades e de renda”.

A menor média de tempo de estudo está na Região Nordeste, que apresentou seis anos em 2009, seguida pela Norte, com 6,7 anos. Segundo a professora, o analfabetismo e a baixa escolaridade são mais presentes nas regiões pobres, principalmente nas rurais e de difícil acesso. A Região com mais tempo de estudo é a Sudeste, com 7,8 anos, seguida pela Sul, com 7,6 e pela Centro-Oeste, com 7,5.

Analfabetismo
Em 2009, 9,7% dos brasileiros eram analfabetos, o equivalente a 14,5 milhões de pessoas. O total é 0,3% menor que o registrado em 2008, segundo os dados da PNAD.

“No Brasil, o percentual de analfabetos vem caindo de maneira muito lenta ao longo do século 20. Porém, os números absolutos só começaram a diminuir a partir do ano 2000”, afirma Maria Clara Di Pierro. “Há uma teoria que conforme os analfabetos envelhecem, é mais é mais importante alfabetizar os jovens. Mas, é importante atentar que quem não sabe ler teve seus direitos educativos violados e tem direito de aprender”.

“A alfabetização não é prioridade para os investimentos públicos, tanto que mesmo reduzindo a pobreza, o Brasil não reduziu o analfabetismo significativamente”, analisa. “Temos que sempre começar do zero, com campanhas de divulgação e professores com baixa formação”.

Solucionar o problema requer articular políticas públicas de saúde e geração de renda com a escola, segundo Maria Clara. “É preciso pensar em uma política integral, com atividades de cooperativismo ou capacitação profissional. O modelo essencialmente escolar não é atrativo”, conclui.

VERGONHA TOTAL...

1/5 dos estudantes brasileiros sai do colegial com matemática de 4ª série

DE SÃO PAULO



Um quinto dos alunos que terminam o ensino médio no Brasil não sabe em matemática nem o que se espera para um estudante do 5º ano (ou 4ª série) do fundamental. A informação é da reportagem de Antônio Gois publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Ainda de acordo com o texto, apenas 11% têm conhecimento adequado para este nível de ensino na disciplina. No caso dos estudantes com conhecimento abaixo do 5º ano, isso significa que fazem apenas operações básicas como soma e divisão. Ao se depararem com gráficos com mais de uma coluna ou na hora de converter medidas --como quilogramas em gramas-- apresentam dificuldades.

Os dados foram obtidos pela Folha a partir da Prova Brasil e do Saeb, exames do Ministério da Educação que avaliam alunos de escolas públicas e particulares em matemática e português. Entre todos os níveis analisados --a prova avalia alunos no 5º e 9º anos do fundamental, além da última série do médio--, o pior desempenho foi em matemática no 3º ano do antigo colegial.